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Eleições 2026

O que Ricardo Ferraço diz sobre eventual apoio do PT na corrida pelo Palácio Anchieta

Para emedebista, petistas deveriam é lançar candidato próprio ao governo do ES: "Vai caber a eles defender o legado do PT e de Lula, não a mim"

Publicado em 09 de Junho de 2025 às 08:52

Públicado em 

09 jun 2025 às 08:52
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Ricardo Ferraço durante entrevista no gabinete da vice-governadoria
O vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), em fevereiro Crédito: Letícia Gonçalves
O vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) já conta com o apoio de alguns partidos na corrida para disputar o Palácio Anchieta no ano que vem, a exemplo do próprio MDB, do PSB e do Podemos. Todos esses são partidos que compõem a base aliada ao governador Renato Casagrande (PSB).
O PT também integra a aliança casagrandista, mas ainda avalia se vai ou não lançar candidato ao governo estadual. Pelo tom dos candidatos à presidência estadual do partido, Jack Rocha João Coser, a prioridade é a reeleição do senador Fabiano Contarato, embora o lançamento do deputado federal Helder Salomão ao Palácio não esteja descartado. 
O apoio a um não petista, aliado de Casagrande, ao governo é outra possibilidade, o que vai depender de acordos a serem costurados nacionalmente. Hoje, o principal nome endossado pelo chefe do Executivo estadual é Ricardo.  O PT-ES, por enquanto, não crava apoio ao emedebista.
Mas Ricardo Ferraço gostaria de obter o apoio dos petistas? Foi o que a coluna perguntou ao vice-governador, na última quarta-feira (4). A resposta:
"Acho que eles (PT) devem ter candidato a governador e a senador mesmo. Vai caber a eles defender o legado do PT e de Lula, não a mim"
Ricardo Ferraço (MDB) - Vice-governador
Questionado sobre como se posicionaria se o PT não lançasse candidato próprio ao Palácio, Ricardo preferiu não se antecipar: "Esse é um exercício que não me cabe".
O vice-governador ressaltou que não acompanha a disputa interna pelo comando do PT-ES e sabe apenas pela imprensa dos planos da sigla de reeleger Contarato e, talvez, disputar o Palácio.
Se não participar diretamente da corrida pelo governo estadual, o PT vai querer, certamente, que o candidato a ser apoiado pela sigla faça campanha para o presidente Lula (PT), que deve tentar a reeleição.
Ricardo, portanto, já sinaliza que não está disposto a tal tarefa. 
Isso não chega a surpreender. O emedebista não é simpático a Lula e ao PT, é um político de centro-direita, e tem feito acenos ao eleitorado de direita na pré-pré-campanha eleitoral.
Ao conversar com a coluna, na quarta-feira, Ricardo afirmou que não prioriza, agora, as eleições de 2026 e sim a condução da administração estadual, ao lado de Casagrande.
Mas, nos bastidores, e fora dele, as movimentações de olho nas eleições do ano que vem ocorrem a todo momento. Nesta segunda-feira (9), aliás, o vice-governador vai ser o centro das atenções em um evento organizado pelo prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB). A ideia é, justamente, demonstrar apoio ao pré-pré-candidato ao governo.

Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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