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Letícia Gonçalves

Suplente de Casagrande foi indiciado por homicídio culposo após acidente de trânsito

Ex-prefeito de Aracruz, Marcelo Coelho diz que houve "uma fatalidade" e presta assistência à família da vítima

Publicado em 12 de Agosto de 2026 às 20:12

Públicado em 

12 ago 2026 às 20:12
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Ex-prefeito de Aracruz Marcelo Coelho
Ex-prefeito de Aracruz Marcelo Coelho Instagram;@marcelocoelhoes

Escolhido como primeiro suplente de Renato Casagrande (PSB) na corrida pelo Senado, o ex-prefeito de Aracruz Marcelo Coelho (PP) foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio culposo no trânsito e por fuga do local do acidente após se envolver em uma colisão.


No dia 16 de fevereiro de 2025, Marcelo Coelho dirigia uma caminhonete Volkswagen Amarok na BR 101 na altura do bairro Rio Quartel, em Linhares. Ele tentou ultrapassar um caminhão em local proibido.

A Amarok atingiu uma moto Shineray conduzida por Joelson Alves Ferreira, que morreu no local.

Marcelo Coelho abandonou a caminhonete e fugiu do local. No dia seguinte, apresentou-se à 16ª Delegacia Regional de Linhares acompanhado de um advogado.


A coluna teve acesso ao processo. Após a fase de inquérito, o próximo passo seria, em tese, a apresentação de uma denúncia criminal por parte do Ministério Público Estadual (MPES).

A defesa, entretanto, tenta um acordo de não persecução penal. Nessa hipótese, o ex-prefeito nem seria denunciado.

O delegado Fabrício Lucindo Lima concluiu, em junho de 2025, que "quem deu a causa ao acidente de trânsito foi o investigado Marcelo de Souza Coelho, pois agiu com imprudência ao tentar fazer uma ultrapassagem em local proibido, causando o acidente. Além disso, abandonou o local do acidente".

À polícia, Marcelo Coelho afirmou que pouco antes do acidente esteve sozinho na festa de casamento de amigos até por volta das 23h30 e não ingeriu bebida alcoólica.

Contou que trafegava no sentido Rio Quartel/Jacupemba e, ao tentar verificar a possibilidade de ultrapassar uma carreta — ainda em sua faixa —, colidiu com a motocicleta. Teve "a impressão" de que a moto estava com os faróis apagados.

Sobre ter fugido do local, alegou que não tinha como prestar socorro, já que a vítima morreu na hora. 

A Amarok ficou sem condições de rodar e ele, ainda de acordo com o próprio Marcelo Coelho, teve medo da aglomeração que se formou, além de abalado com a situação. 

O laudo pericial de acidente de trânsito da Polícia Rodoviária Federal concluiu que o fator determinante do acidente foi a Amarok ter transitado pela contramão em local com sinalização de proibição de ultrapassagem (linha dupla contínua).

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Desde maio de 2025, Marcelo Coelho paga mensalmente o valor equivalente a um salário mínimo à mãe da vítima do acidente.


"Muito antes de qualquer proposta ministerial ou determinação judicial, (Marcelo Coelho) vem adotando postura colaborativa e prestando auxílio financeiro à família da vítima", registrou a defesa do ex-prefeito nos autos do inquérito.

"Referido compromisso foi assumido espontaneamente, sem qualquer imposição decorrente do presente procedimento investigatório ou outra demanda ajuizada."

Foi uma fatalidade

Marcelo Coelho (PP) Ex-prefeito de Aracruz

"Ninguém sai de casa com o desejo de sofrer um acidente, muito menos um acidente fatal", afirmou o ex-prefeito à coluna.


Casagrande, por sua vez, afirmou que já sabia da ocorrência e que o indiciamento não é impedimento para que Marcelo Coelho seja oficializado na suplência

"Ele já havia me contado sobre isso. Disse que foi uma fatalidade e que está prestando assistência à família. A princípio, não é nenhum óbice".

SUPLENTE

Todo candidato ao Senado tem que ter dois suplentes. Esse cargo não é remunerado, a não ser que o suplente assuma o mandato.

Isso ocorre eventualmentem, se o senador se licenciar ou renunciar à cadeira, por exemplo.

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Letícia Gonçalves

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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