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O que virá

No Brasil e no mundo, o horizonte se tornou obscuro

Vivemos hoje uma crise globalizada que poderá deixar marcas indeléveis na história contemporânea. Vimos nesses últimos três anos acontecimentos que surpreenderam e impactaram todo o mundo

Publicado em 08 de Agosto de 2022 às 02:00

Públicado em 

08 ago 2022 às 02:00
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes

luizcarlos@metronengenharia.com.br

Vivemos tempos muito complicados. No Brasil e no mundo. Uma situação que atinge a maioria dos países mundo afora. Qualquer expectativa acerca do futuro próximo se mostra imponderável.
Assim, achei oportuno compartilhar com o leitor algumas reflexões sobre esse complicado cenário global, tendo como foco principal o nosso país e o seu futuro.
E o faço sem perder a esperança no Brasil. Mas, seguramente, com menos otimismo do que em 2015, quando o país, também mergulhado numa grande crise, pedia o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Naquela ocasião (há quase sete anos), escrevi o artigo “O Brasil tem jeito?”, publicado neste jornal em 13/11/2015, no qual, apesar da grande crise que o país enfrentava, afirmei que “o Brasil tem jeito sim”. Esperava que as mazelas que causaram aquela grande crise fossem superadas e o país melhorasse.
Fiz aquela aposta diante da provável substituição da presidente Dilma Rousseff pelo vice Michel Temer, na expectativa de que o país viesse a ingressar numa fase de aproveitamento das suas grandes potencialidades econômicas. Infelizmente, eu estava enganado e isso não aconteceu.
Mas passemos a olhar o presente. Vivemos hoje uma crise globalizada que poderá deixar marcas indeléveis na história contemporânea. Vimos nesses últimos três anos acontecimentos que surpreenderam e impactaram todo o mundo.
Ainda não ficamos inteiramente livres da Covid 19 – a pandemia mais contagiosa enfrentada pela humanidade nos últimos cem anos –, causadora de uma grande crise na economia global, e ainda fomos surpreendidos com a eclosão de uma guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que implicou no recrudescimento dessa crise mundial.
Como consequência, o mundo está sofrendo a escassez de inúmeros produtos essenciais, dificuldade no suprimento de alimentos e uma inflação em patamares não vistos há várias décadas – até mesmo em países de economia estável e sólida.
Na América do Sul, onde quatro dos doze países tinham governantes de ideologia socialista, e recentemente passaram a ser oito (Chile, Argentina, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Suriname e Guiana) – uma significativa mudança sob o aspecto geopolítico –, cabe também uma avaliação das consequências dessa mudança.
Voltando ao Brasil, ao vermos esse quadro de polarização política pré-eleitoral, que remeteu o país a uma grande obscuridade quanto ao seu futuro, confesso já não dispor mais daquele otimismo de sete anos atrás.
Que o leitor faça sua própria avaliação sobre o que virá pela frente.

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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