A pergunta que leva o título deste artigo gerou um debate que foi o principal assunto da noite quando estive com alguns amigos recentemente.
Em uma discussão simplista, conversávamos se seria melhor aplicar o dinheiro em um fundo de renda fixa (investimento relativamente seguro), tendo em vista o atual patamar da taxa de juros brasileira, ou adquirir um imóvel como investimento futuro.
Antes de entrarmos numa conta meramente matemática, é bom lembrar que cada pessoa possui um perfil de investimento, uns mais conservadores outros menos. Alguns querem um retorno financeiro mais imediato, outros pensam mais a médio e longo prazos. As características individuais e a necessidade de cada um são peças essenciais neste debate.
Mais recentemente vimos mudanças significativas no comportamento do consumidor neste período pós-pandemia. A valorização do seu espaço de moradia, a consolidação do trabalho remoto e a maior preocupação com a qualidade de vida e bem-estar provocaram um grande aumento no interesse em reformar, mudar de casa ou apartamento ou mesmo adquirir um segundo imóvel na praia ou montanha.
Ainda que pesem fatores de ordem pessoal com relação às preferências na aplicação do dinheiro, vivemos atualmente um momento de grandes incertezas. Um cenário econômico desafiador, uma guerra na Ucrânia cujo impacto não sabemos ao certo como recairá sobre nós, um momento político importante, com a eleição do futuro presidente do país, entre outros. Diante destas incertezas não há como negar o crescimento da importância do imóvel como uma grande opção de investimento seguro e rentável.
Concluindo, aqui, deixo uma provocação que já fiz anteriormente: você conhece alguém muito bem-sucedido cuja parcela do seu patrimônio não seja em imóveis?