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Vilmara Fernandes

Corretora enfrenta júri popular quatro anos após morte de ciclista no ES

A sessão terá início na manhã da próxima quarta-feira (5); acidente em Camburi foi registrado por câmeras de monitoramento, veja vídeo

Publicado em 31 de Julho de 2026 às 03:30

Públicado em 

31 jul 2026 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes Vilmara Fernandes

vfernandes@redegazeta.com.br

Atropelamento ciclista Camburi
Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly

Quatro anos após a morte da modelo e ciclista Luísa da Silva Lopes, de 25 anos, a motorista denunciada pelo atropelamento enfrentará os jurados de Vitória a partir das 9 horas da próxima quarta-feira (5).


O júri popular deverá ser concluído na quinta-feira (6). Ao todo, nove testemunhas vão prestar depoimento e haverá ainda o interrogatório da ré. 


A corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira, 33 anos, responderá pelo crime de homicídio, com as qualificadoras de ter ocorrido em situação que representava perigo comum e realizada com recurso que dificultou a defesa da vítima. E também por embriaguez ao volante, segundo decisão da 1ª Vara Criminal de Vitória.


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Segundo denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Adriana seguia em direção a Serra e trafegava em velocidade média de 72 km/hora na Avenida Dante Michelini, onde o limite máximo permitido é de 60 km/h.


O documento aponta que a corretora apresentava sinais de estar sob efeito de álcool e medicamentos controlados quando atingiu a jovem, no bairro Jardim da Penha, no momento em que a vítima iniciava a travessia na faixa de pedestres.


Com o impacto a jovem foi projetada a uma distância de 40 metrosVídeo abaixo mostra o momento em que o acidente ocorreu:



O Ministério Público destacou ainda, na acusação, que a motorista assumiu o risco do resultado morte e demonstrou desprezo pela vida humana.


Pouco após o acidente, Adriana foi filmada conversando com um policial militar durante os procedimentos de registro da ocorrência, momento em que, ao ser questionada, ela informou que não faria o teste do bafômetro. Ela foi presa, na ocasião, e liberada, posteriormente, com o pagamento de R$ 3 mil de fiança.



A sessão do júri acontece no Fórum Criminal de Vitória, localizado em frente ao teatro da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).


O advogado de defesa de Adriana Felisberto Pereira não foi localizado, mas o espaço segue aberto a eventuais manifestações.


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