Sem comunicar o movimento a ninguém, o deputado estadual
Marcelo Santos mudou de partido: no limite do prazo para mudanças, encerrado no dia 4 de abril, ele trocou o
PDT pelo
Podemos. Na prática, isso significa que o deputado segue vivo na eleição a prefeito de
Cariacica, caso queira concorrer novamente ao cargo hoje ocupado por
Juninho (Cidadania).
A decisão favorável a Marcelo foi dada em caráter liminar (provisório) pelo desembargador Carlos Simões Fonseca, relator da ação (que corre em sigilo, a pedido do próprio autor).
Por isso, o deputado ajuizou a ação no TRE. Sob a alegação de grave discriminação pessoal por parte da direção do partido, o deputado pediu o reconhecimento da justa causa para se desfiliar do PDT sem que a direção do partido possa requerer o seu atual mandato à Justiça Eleitoral.
Segundo o advogado de Marcelo e autor da ação, Gustavo Varella Cabral, o desembargador Carlos Simões Fonseca concedeu a decisão, cautelarmente, antes do dia 4 de abril, por entender que há aparente justa causa para a desfiliação de Marcelo e que havia risco concreto de o deputado ser prejudicado caso não houvesse nenhuma decisão até o fim do prazo para troca de partido.
Se a liminar não tivesse sido dada, Marcelo ficaria preso ao PDT e perderia o prazo para trocar de sigla. Em posse da liminar, ele, sigilosamente, fechou com o Podemos, em cima do prazo, para se garantir, isto é, para se manter em condições de participar do pleito de outubro.
Agora, a ação de Marcelo ainda precisa ser julgada no mérito pelo Pleno do TRE, o que ainda não tem data para acontecer.