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Vitor Vogas

Seis dos 11 candidatos ao Senado no ES se dizem predispostos a cassar Moraes

Possibilidade de impeachment entrou em definitivo no debate eleitoral do país, determinando apoios e estratégias do polo petista e do bolsonarista em todos os estados. A favor, contra ou depende? Dez dos 11 candidatos se posicionam sobre o tema

Publicado em 25 de Agosto de 2026 às 05:05

Públicado em 

25 ago 2026 às 05:05
Vitor Vogas

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Vitor Vogas Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Acima, Alexandre de Moraes; abaixo, a fachada do Congresso Nacional
Acima, Alexandre de Moraes; abaixo, a fachada do Congresso Nacional Fellipe Sampaio/STF e Pedro França/Agência Senado

A eleição para o Senado está sendo tratada como prioritária tanto pelo governo Lula (PT) como pela oposição. Independentemente do resultado da eleição para o Palácio do Planalto, a Câmara Alta promete ser um campo de batalha, nos próximos anos, entre as forças políticas alinhadas ao atual presidente e aquelas concentradas em torno da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).


Em jogo, está a governabilidade do próximo presidente no Congresso Nacional, a estabilidade política e institucional da República e, de modo muito específico, a cassação (ou não) de mandatos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – particularmente, Alexandre de Moraes –, algo sem precedentes em 137 anos de República Federativa do Brasil.


Por mais radical que soe, a ideia entrou em definitivo no debate político-eleitoral do país, determinando apoios e estratégias do polo petista e do bolsonarista em todos os estados. A partir de 2027, qualquer que seja sua nova configuração, o Senado terá de se haver com o tema.


Por isso, entramos em contato com a assessoria de imprensa dos 11 candidatos e fizemos a todos a mesma pergunta:


O/a senhor(a) é a favor da ideia de cassação do ministro Alexandre de Moraes por crime de responsabilidade (e/ou de algum outro ministro do STF que queira acrescentar)?


. Sim


. Não


. Depende


Seja qual for a opção assinalada, explique o porquê da sua resposta.


Dos 11 candidatos, seis responderam “sim”, manifestando predisposição de cassar Moraes. Se eleitos, portanto, chegarão ao Senado predispostos a impichar o ministro do Supremo se for aberto processo contra ele por crime de responsabilidade.


Um deles se diz contrário à ideia, enquanto outros três fazem ponderações: Contarato (PT), Casagrande (PSB) e Meneguelli (PSD). Curiosamente, os três usam a mesma frase: “Ninguém está acima da lei”.


Leia como cada um se manifestou. 

SIM (6)

Evair de Melo (Republicanos)


“Ministros do STF, como qualquer autoridade, estão submetidos à Constituição. Havendo indícios de crime de responsabilidade, cabe ao Senado apurar com independência, devido processo e respeito ao Estado de Direito. Ninguém está acima da lei.”

 

Leonardo Monjardim (Novo)


“Comprometo-me a apoiar a abertura e o processamento de pedidos juridicamente admissíveis contra ministros do STF, com devido processo legal e contraditório. Comprovado crime de responsabilidade, votarei pela perda do cargo, conforme minhas convicções e em consonância com a diretriz do Novo.”

 

Maguinha Malta (PL)


“A meu ver, há fundamentos de sobra: a condução política do processo que prendeu o presidente Jair Bolsonaro, a perseguição a inocentes do 8 de Janeiro e a censura a cidadãos e parlamentares. Ao Senado só falta coragem para agir. Acabar com essas injustiças move minha candidatura.”

 

Marcos do Val (Avante)


“Não se trata de revanche, mas de dever constitucional. Defendo que todo agente público, inclusive ministro do STF, responda por seus atos quando houver crime de responsabilidade, com devido processo legal. Democracia exige Poderes independentes, equilibrados e submetidos à Constituição.”

 

Rodney Miranda (PRTB)


“Eleito, não me omitirei. Como senador, exercerei a prerrogativa constitucional para investigar crimes de responsabilidade e, comprovada a conduta, votarei pela cassação de Alexandre de Moraes ou de qualquer ministro do STF, sem privilégios. Não tenho e nunca terei compromisso com o errado.”

 

Wellington Callegari (DC)


“Moraes extrapolou os limites da Constituição que jurou defender ao instaurar inquéritos, sem prazo de término, para perseguição de desafetos, interferir claramente no processo eleitoral, prender ilegalmente pessoas e pelo claro conflito de interesses de sua esposa receber milhões em honorários de um Banco protegido pelo STF.”

DEPENDE (3)

Fabiano Contarato (PT)


Ninguém está acima da lei. O princípio da legalidade se aplica a todos, inclusive aos ministros do STF. Havendo elementos e provas suficientes que caracterizem crime de responsabilidade por quem quer que seja, cabe ao Senado Federal, observada a ampla defesa e o devido processo, instalar o processo de impeachment.”

 

Renato Casagrande (PSB)


“Como já me posicionei, defendo uma reforma do Judiciário e uma das propostas é mandato para ministro do STF. Sobre possíveis afastamentos de ministros, se eu tiver oportunidade de ser eleito, analisarei com isenção os fatos. Ninguém está acima da lei.”

 

Sérgio Meneguelli (PSD)


“Tenho que conhecer o processo e decidir com base nos autos. Mas, se tiver culpa, sou a favor da cassação. Se eu chegar lá, vir o processo e concluir que ele realmente errou, nós temos que tirar. Vou torcer para que qualquer processo seja aberto. Não aceitaram o processo de Collor e de Dilma? Por que não aceitar o de um ministro? Ninguém está acima da lei.”

NÃO (1)

Professor Fabian (PSol)


“São três Poderes, nem mais e nem menos, e só funcionam alinhados à democracia. O STF garantiu as urnas em 2022 e 2024, e garantirá em 2026. Cassar ministro por vingança golpista é ataque à democracia. No Senado, defenderei a representação popular, nunca a chantagem ao STF.”

NÃO RESPONDEU (1)

Rose de Freitas (MDB)

A ex-senadora Rose de Freitas não enviou uma resposta ao nosso questionamento no prazo estipulado, por meio de sua assessoria.

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Vitor Vogas Vitor Vogas

Vitor Vogas é jornalista com atuação na imprensa capixaba há quase 20 anos. Cobriu várias eleições. De 2008 a 2021, trabalhou na Rede Gazeta, como repórter e colunista de Política. Também foi comentarista da CBN. Em 2026, após passagens por veículos da Rede Capixaba e do Grupo Sim, voltou a assinar esta coluna. Aqui, diariamente, você encontra informações de bastidores e análises em profundidade sobre o cenário político do Espírito Santo.

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