Patrik Roger Correa Vieira foi exonerado da Câmara de Vitória logo após ser preso pela Polícia Federal na Operação Mahyah, no último dia 1º. Desde janeiro de 2021, ele era assessor, um cargo comissionado, no gabinete do vereador Duda Brasil (União), líder do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) na Casa. A PF encontrou R$ 160 mil com Patrik, na residência do acusado. O agora ex-assessor, além de preso preventivamente, é réu em ação penal que tramita na Justiça do Rio. Este é o tema em destaque nesta edição do CBN e a Política, com a comentarista Letícia Gonçalves.
CBN e a Política - 06-09-23
Ele foi denunciado pelo Ministério Público por integrar uma organização criminosa. A organização em questão é chefiada por Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, um dos fundadores e ex-presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. A principal atividade do grupo são jogos ilegais, como jogo do bicho, bingo e máquinas caça-níquel. Mas não apenas isso. "A organização criminosa se utiliza da violência para resolver disputas territoriais e outros conflitos. Fato que evidencia o potencial violento e audacioso da organização foi a compra de 23 pistolas e 22 carabinas, no total de R$ 312.130,00", ressaltou o Ministério Público.
A coluna não conseguiu contato com os advogados listados no processo como defensores dos denunciados. Mas está à disposição para ouvi-los.
O QUE DIZ DUDA BRASIL: A coluna tenta contato com o vereador Duda Brasil desde a semana passada para saber como ele conheceu Patrik Vieira e como ocorreu a contratação do assessor. Nesta quarta (6), a assessoria de imprensa do parlamentar informou que "Patrik é morador de Santo Antônio, mesma região do Duda. Eles se conhecem desde a época em que jogavam (futebol). A contratação dele se deu por conta da experiência em outros gabinetes, além do conhecimento que ele tinha tanto da região, quanto dos moradores". A coluna não conseguiu contato com José Esmeraldo, para quem Patrik Vieira também trabalhou como servidor comissionado.