Crescimento do PIB, ajuste fiscal e combate à corrupção estão entre os grandes desafios para o Brasil, neste momento que antecede a escolha do novo presidente da República. Felizmente, o clima democrático do período pré-eleitoral amplia a participação da sociedade no debate destas e de outras questões relevantes para as suas aspirações e necessidades.
Assim, formou-se forte pressão popular pela cassação da bancada da Papuda, ou seja, dos três deputados presidiários – Paulo Maluf (PP-SP), Celso Jacob (PMDB-RJ) e João Rodrigues (PSD-SC) –, demonstrando repulsa a políticos sujos e seus parceiros em negócios escusos.
As investigações da Lava Jato já levaram à condenação mais de 140 pessoas. Com isso, espera-se que tenha sido inibida o desvio de recursos públicos. O montante é assustador. Pode variar entre 1,2% a 2,3% do PIB, algo entre R$ 80 bilhões a R$ 145 bilhões por ano, segundo cálculo da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).
Já as reflexões sobre expansão econômica e ajuste fiscal são casadas. É preciso conter gastos estatais, hoje maiores do que a arrecadação. Isso cria insegurança a empreendimentos privados e afeta a capacidade de investimento do governo, tolhendo a produção e o consumo.
A reforma previdenciária não pode ser protelada. A despesa total do INSS deve girar em torno de R$ 580 bilhões neste ano, com déficit de caixa de mais de R$ 300 bilhões. Se nada for feito para cortar desembolsos, o sistema será paralisado por colapso financeiro. Faltarão recursos para pagar aposentadorias, pensões e benefícios sociais. A miséria ganhará dimensão dramática.
O dinheiro transferido do Tesouro para bancar esse desequilíbrio prejudica diretamente aos cidadãos. Faz falta à saúde pública, à educação, à segurança, à habitação, ao saneamento, etc. Não é este o país que queremos.