Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Distribuição de água vira discórdia política em São Mateus
Gutman Uchôa de Mendonça

Distribuição de água vira discórdia política em São Mateus

Políticos quase quebraram a Petrobras. Mas na minha São Mateus, querem o fígado do prefeito por distribuir água

Publicado em 01 de Outubro de 2018 às 18:35

Públicado em 

01 out 2018 às 18:35

Colunista

Água gera discórdia em São MateusGutman Uchôa de Mendonça*
Não é do meu tempo, mas lá no meu São Mateus, teve um prefeito, como diziam por lá, analfabetão, da “rede rasgada”, que não se importava com o que falava e muito menos com o lugar e a hora.
Contam as más línguas mateenses que o senhor Amocim Leite (foi reeleito para quatro mandatos) era um homem realmente extrovertido e, em certo ponto, divertido. Quando eleito, no seu primeiro mandato, a banda de música, chamada Lira Mateense, no salão nobre da prefeitura, ensaiou tocar o Hino Nacional. Eis que Amocin, diante da plateia que se posicionava em atitude solene, perfilada, passou o braço na cintura de sua mulher, dizendo: “Vamos, milha filha. Vamos dançar esse sambinha...”.
Ficou famoso com suas saídas, compondo o anedotário que enriqueceu a verve mateense, que o reelegeu seguidamente por quatro mandatos, até que cassaram-no.
Temos atualmente o caso de Daniel da Açaí, homem que pegou o apelido de uma banca que vende suco da tal fruta. Ele acabou alcançado pela Justiça Eleitoral por ter distribuído água de graça à população, abastecida de sua fonte particular.
Sem gastar um centavo dos cofres públicos, ele saía distribuindo água pela cidade, uma vez que, com a influência do mar sobre as águas do Rio Cricaré, o manancial onde era feita a captação para o abastecimento da cidade acabou contaminado. A caridade do prefeito vem lhe custando caro, devido à ação dos seus inimigos políticos, que querem comer seu fígado de qualquer maneira.
Ninguém se apiedou dos moradores de São Mateus, mas o senhor do açaí, vendo que sua bondade poderia lhe render alguns votos, passou a distribuir água de sua bica.
Conheço o prefeito mateense pelo noticiário. Apenas sei, através de mateenses, que sua eleição deveu-se ao reconhecimento da população, que passou a beber água melhor do que a servida pela companhia que explora os serviços de distribuição na cidade.
Vejam que alguns políticos quase quebram a Petrobras, roubam bancos oficiais, carregam malas e mais malas com milhões e ainda assim concorrem nas eleições. Tem alguns que levaram milhões para o exterior, compraram até banco para depositar caminhões de dinheiro fruto de roubo e propina. No caso da minha terra, querem o fígado do prefeito Açaí porque ele apenas distribuía água.
*O autor é jornalista
 

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

As eleições presidenciais continuam em aberto: cadê a terceira via?
Aniversário de 80 anos de Nelson Ferlin
Nelson Ferlin celebra 80 anos com festa em família em Vila Velha
Unidade da Audionova inaugurada em 2024 em São Paulo
Multinacional suíça anuncia compra de empresa capixaba

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados