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Flávio Bolsonaro vai à China e deve visitar Huawuei

A viagem, feita a convite da Embaixada da China e sem custos ao Senado, ainda prevê encontro com representantes do Partido Comunista Chinês

Publicado em 14 de Setembro de 2019 às 12:49

Publicado em 

14 set 2019 às 12:49
Flávio Bolsonaro vai à China e deve visitar Huawuei Crédito: Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) embarca neste sábado (14) para viagem à China junto com uma comitiva de senadores. Os parlamentares terão agendas na área de tecnologia e devem visitar a Huawei, companhia que é alvo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e já foi questionada pelo governo brasileiro.
A viagem, feita a convite da Embaixada da China e sem custos ao Senado, ainda prevê encontro com representantes do Partido Comunista Chinês.
Também participam da missão os senadores Chico Rodrigues (DEM-RR), Irajá Abreu (PSD-TO), Rogério Carvalho (PT-SE) e Esperidião Amin (PP-SC). O grupo passará por Beijing, Xangai e Hangzhou.
Um dos maiores aliados do presidente Jair Bolsonaro, o governo Trump ameaçou, em maio, colocar a Huawei em uma lista negra de empresas proibidas de vender tecnologia nos EUA. A marca foi acusada de espionagem. O grupo nega.
Em junho, em entrevista à Veja, o ministro de Relações Exteriores afirmou que o governo brasileiro avalia restringir a atuação da companhia na instalação das redes de 5G no país.
Na última semana, o Senado aprovou projeto de lei que modifica o marco das telecomunicações e pode destravar investimentos no setor.
Pelo Twitter, Flávio Bolsonaro afirmou que a viagem tem o objetivo de estreitar relações comerciais com a China.
"Meu intuito é também conhecer a petrolífera chinesa CNPC, que pode anunciar em breve aporte bilionário no Comperj, o que colocará o Rio de Janeiro em ainda mais elevado patamar no segmento de óleo e gás. Espero voltar com boas notícias", afirmou.
De acordo com Amin, a ida à China não se trata de uma questão política, mas comercial. O foco dos trabalhos será a busca por diálogo e parcerias na área de tecnologia e também na agropecuária. Para ele, não há constrangimento em dialogar com o Partido Comunista Chinês.
"O que existe é comércio, é negócio, não é politica", disse.
Amin ressaltou que o vice-presidente Hamilton Mourão também foi à China neste ano e que Jair Bolsonaro tem uma viagem programada ao país em outubro.

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