Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Economia
  • Petrobras receberá R$ 33 bi em acordo sobre áreas do pré-sal
Cessão onerosa

Petrobras receberá R$ 33 bi em acordo sobre áreas do pré-sal

Acerto do governo com a estatal é necessário para megaleilão de R$ 100 bilhões

Publicado em 10 de Abril de 2019 às 01:19

Publicado em 

10 abr 2019 às 01:19
Plataforma da Petrobras que atua em um dos campos da cessão onerosa Crédito: Petrobras/Divulgação
O governo e a Petrobras fecharam nesta terça (09) o acordo sobre áreas de exploração de petróleo no pré-sal que permite realizar um megaleilão na camada. A empresa irá receber R$ 33,6 bilhões (US$ 9,058 com a cotação de R$ 3,72), valor aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética. O governo, porém, deixou para a reunião do CNPE na próxima semana a aprovação oficial do leilão, com o qual espera arrecadar R$ 100 bilhões. A licitação já está marcada para 28 de outubro.
O leilão e o acordo fazem parte da cessão onerosa, contrato assinado entre a Petrobras e o governo federal. Por esse contrato, a União cedeu à Petrobras o direito de explorar e produzir cinco bilhões de barris de óleo em seis blocos do pré-sal da Bacia de Santos, em 2010. A Petrobras pagou R$ 75 bilhões naquele ano por este direito.
A cessão onerosa foi a parte mais importante do processo de capitalização da Petrobras, no qual a companhia levantou recursos para fazer frente aos investimentos previstos para o desenvolvimento dos campos do pré-sal.
Na medida em que a Petrobras começou a explorar a área, os técnicos descobriram que há muito mais petróleo que o cinco bilhões inicialmente entregues à estatal. É esse excedente que o governo irá leiloar. As negociações com a Petrobras duraram anos.
Ao ceder os cinco bilhões de barris à estatal, foi fixado um preço de US$ 8,51 por barril, considerando o preço de reserva (sem custo de exploração). O contrato previa que o valor seria revisto quando os campos já contassem com a declaração de comercialidade, ou seja, quando houvesse mais segurança a respeito do volume de petróleo. Isso ocorreu em 2013. A partir daí, começaram as negociações entre Petrobras e União.
As conversas se arrastam há anos e, agora, chegaram a um desfecho. A Petrobras saiu credora da disputa porque, entre outros fatores, o preço do barril de petróleo caiu nos últimos anos. Foram muitos pontos que precisam ser acertados entre o governo e a Petrobras antes de anunciar o acordo final.
“A União a Petrobras fecharam o acordo cujas discussões começaram em 2013”, disse o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.
As equipes do Ministério de Minas e Energia e do Ministério da Economia correram para divulgar o acordo ontem porque as medidas fazem parte das metas para serem cumpridas nos primeiros 100 dias de governo Jair Bolsonaro.
A Petrobras receberá o dinheiro de uma só vez, após o leilão ser realizado. O governo trabalha com o dia 13 de dezembro como a data para assinar o contrato da licitação. Com isso, o dinheiro do leilão entra nos cofres do Tesouro e sai para para a Petrobras. O secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, disse que não é necessário a aprovação de um projeto de lei pelo Congresso para concluir o acordo com a Petrobras.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, já decidiu que irá dividir parte do dinheiro que cabe ao governo com o leilão com Estados e municípios.
 

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

As eleições presidenciais continuam em aberto: cadê a terceira via?
Aniversário de 80 anos de Nelson Ferlin
Nelson Ferlin celebra 80 anos com festa em família em Vila Velha
Unidade da Audionova inaugurada em 2024 em São Paulo
Multinacional suíça anuncia compra de empresa capixaba

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados