Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Economia
  • Proposta de privatização reforça impasse entre petroleiros e Petrobras
Negociações

Proposta de privatização reforça impasse entre petroleiros e Petrobras

Com a ideia de estudar a privatização total da empresa até o fim do governo Bolsonaro, lideranças sindicais começam a anunciar mobilizações

Publicado em 26 de Agosto de 2019 às 19:02

Publicado em 

26 ago 2019 às 19:02
Data: 21/08/2019 - Sede da Petrobras, em Vitória Crédito: Fernando Madeira
O anúncio de estudos para a privatização da Petrobras acirrou impasse entre trabalhadores e a direção da estatal, que negociam neste momento o acordo coletivo de trabalho. Insatisfeitos com a proposta da empresa, os sindicatos ameaçam realizar uma greve.
As negociações salariais já duram mais de três meses e a Petrobras apresentou a proposta final no dia 8 de agosto. Os principais sindicatos de petroleiros recomendam a rejeição dos termos propostos, alegando que representam cortes de direitos.
Com a ideia de estudar a privatização total da empresa até o fim do governo Bolsonaro, lideranças sindicais começam a anunciar mobilizações. Nesta segunda (26), o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA) promove ato em frente à sede da estatal no estado.
"Em toda a sua história, a categoria petroleira nunca correu tantos riscos de perder seus empregos e direitos", diz o diretor da FUP (Federação Única dos Petroleiros), Deyvid Bacelar, que também é dirigente do sindicato baiano.
A possibilidade de privatização da Petrobras voltou à tona no último dia 15, quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse em evento que "o presidente [Jair Bolsonaro] está cada vez mais ligado nessa agenda de privatizações".
Na semana passada, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que a venda da estatal será estudada pelo PPI (Programa de parcerias e Investimentos). "Por tudo que ela significa, será feito algo muito criterioso", ponderou o ministro. Logo depois, Bolsonaro afirmou que o governo "estuda tudo".
Por enquanto não há confirmação de que a estatal petroleira entrará na lista nem detalhes de como serão feitos os estudos de privatização. Mas a simples ideia de que o processo pode ser tocado fez as ações da empresa dispararem na bolsa na quarta (21), animando analistas e investidores.
Entre empregados da Petrobras, as notícias ainda são vistas com cautela, diante da falta de informações mais detalhadas sobre os objetivos do governo. Antigo defensor da privatização, o atual presidente da companhia, Roberto Castello Branco, tem dito que não tem mandato para defender o tema.
Sindicalistas apontam que o processo já vem sendo feito "em fatias" com a venda de subsidiárias e negócios considerados não prioritários por meio do plano de desinvestimentos da companhia, iniciado ainda no governo Dilma com o objetivo de reduzir o elevado endividamento da companhia.
Já ensaiaram outras greves neste período, mas sem grande adesão. Desta vez, contam com a rejeição à proposta de acordo coletivo da Petrobras para angariar apoiadores. A empresa propôs reajuste equivalente a 70% do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e redução nos valores pagos por horas extras trabalhadas.
As duas federações de petroleiros do país -FUP e FNP (Federação Nacional dos Petroleiros)- que têm um longo histórico de divergências, se uniram em uma única mesa de negociação com a empresa para discutir o acordo.
A categoria, que teve elevados ganhos reais durante as gestões petistas, vem brigando para repor a inflação desde o estouro da crise da Lava Jato. Em 2017 e 2018, conseguiram reajuste equivalente ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o índice oficial de inflação.
Os sindicatos questionam também a nova política de remuneração variável anunciada pela gestão Castello Branco, que propõe o pagamento de bônus por desempenho (em fatias mais generosas a empregados do alto escalão) ao invés de modelo que limita a diferença de ganhos entre os diferentes níveis hierárquicos.
Aos trabalhadores, a Petrobras vem defendendo que, apesar das recentes vendas de ativos, o endividamento ainda é elevado e que paga juros mais altos do que suas concorrentes. Em nota à Folha, disse que a proposta atual é a final e que o acordo coletivo vigente perde a validade no dia 31 de agosto.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Aniversário de 80 anos de Nelson Ferlin
Nelson Ferlin celebra 80 anos com festa em família em Vila Velha
Unidade da Audionova inaugurada em 2024 em São Paulo
Multinacional suíça anuncia compra de empresa capixaba
Imagem de destaque
Os próximos passos do terminal de contêineres HGT Aracruz, no Porto da Imetame

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados