Depois de realizar na sexta-feira (31) a convenção em federação com a Rede, o PSol promoveu um novo encontro do partido na tarde deste sábado (1°), na Câmara de Vereadores de Vitória, em que reafirmou a escolha do professor Carlos Fabian na disputa ao Senado Federal. A reunião partidária oficializou, ainda, o primeiro suplente na chapa ao lançar o nome de Toni Cabano, dirigente municipal da legenda, e confirmou as bancadas de deputados.
O presidente estadual do PSol, Welington Barros, disse que a vaga da segunda suplência deverá ser anunciada nos próximos dias. A articulação é por uma candidatura feminina que possa representar a diversidade que é característica do partido.
"Nas chapas, temos pessoas com deficiência, LGBTs, negros, mulheres. A gente está buscando um nome para ser suplente que possa agregar nessa construção", pontuou.
Nas proporcionais, o PSol apresentou 11 candidatos a deputado estadual, sendo seis homens e cinco mulheres. Para deputado federal foram lançados seis nomes — quatro homens e duas mulheres.
No geral, a federação PSol-Rede tem seis candidatos à Câmara Federal e outros 23 para a Assembleia Legislativa.
Mas a unidade dos federados termina por aí. Os partidos precisaram de pelo menos duas reuniões anteriores para entrar em consenso sobre os cargos majoritários (Senado e governo do Espírito Santo). A solução encontrada foi subir em palanques diferentes: PSol defenderá Helder Salomão (PT) na busca pelo comando do governo estadual, enquanto a Rede apoiará o governador Ricardo Ferraço (MDB), que visa à reeleição.
Já para o Senado, o nome indicado pelos dois partidos como segunda opção de voto será o do petista Fabiano Contarato. Para a primeira cadeira, no entanto, a Rede não defenderá Fabian, mas, sim, o ex-governador Renato Casagrande (PSB).
Sobre a divergência da federação no apoio ao Senado e ao governo do Estado, Welington Barros explicou que seguir em caminhos diferentes foi a solução possível.
"Foi o que a gente conseguiu construir, respeitando o desejo e o projeto de cada partido na federação. Conseguimos garantir os nossos interesses, preservando o segundo voto no Senado ao Contarato e o apoio ao Helder. Entendemos também as limitações da Rede, que participa do atual governo. Não é o ideal, mas foi o possível", sustenta.
Welington reforçou que, apesar das diferenças, os dois partidos se mantêm dispostos ao diálogo. "Buscamos sempre entender a posição de um e de outro."
Assim, de conversa em conversa, PSol e Rede voltam a convergir quando o debate passa a ser a disputa para a Presidência da República: ambos apoiam a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para reafirmar a parceria, a deputada estadual Iniry Lopes (PT) esteve na convenção psolista para representar os correligionários do partido.