Concorrente a uma das duas vagas do Senado pelo Espírito Santo nestas Eleições 2026, o deputado estadual Sérgio Meneguelli (PSD) disse ser de centro-direita e rejeitou a polarização política. O parlamentar afirmou, ainda, que sua preferência não está nem em Lula (PT) nem em Flávio Bolsonaro (PL). As declarações foram dadas durante entrevista ao Bom Dia ES, da TV Gazeta, na manhã desta terça-feira (22).
Segundo Meneguelli, “a polarização está prostituindo a política brasileira”. Sua fala veio em resposta à solicitação de se posicionar politicamente, devido às mudanças partidárias que realizou durante sua vida política. “Eu consigo me definir, apesar de as pessoas botarem dúvidas na minha personalidade. Dependendo do que eu me posiciono, dizem para mim: 'Ele é esquerdista, comunista, melancia’. Outro dia falam: ‘É fascista, golpista’”, disse o candidato, que é ex-prefeito de Colatina.
Eu sempre fui centro-direita
Sérgio Meneguelli ex-deputado estadual e candidato ao Senado pelo PSD
Sobre se posicionar entre Lula e Flávio Bolsonaro, Meneguelli prefere reforçar o voto em Ronaldo Caiado (PSD), do mesmo partido. “Seria uma indelicadeza com o meu candidato."
O parlamentar também preferiu não escolher um candidato a governador no Espírito Santo, afirmando ser uma decisão do PSD só se posicionar no segundo turno.
Durante a entrevista, Meneguelli criticou os penduricalhos e atacou a verba dos gabinetes, inclusive a destinada para deputados estaduais, questionando também o uso de veículos oficiais e auxílio-refeição.
Afirmou, ainda, que defende a mudança na regulamentação das bets, proibindo o uso para adolescentes e jovens e impedindo a propaganda das empresas em jogos transmitidos pela televisão. “Para mim, bets são um jogo de azar, e jogo de azar é proibido no país”, frisa Meneguelli.
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O candidato acrescentou ser a favor da regulamentação das big techs, as gigantes da tecnologia, principalmente se o propósito for “proteger a integridade e a privacidade das pessoas”.
O deputado defendeu penas mais severas para adolescentes, reduzindo a maioridade penal para 16 anos. Afirmou também que é preciso reavaliar todas as penas aos condenados pela tentativa de golpe de Estado em 2023, um ofensiva que visava a manter Jair Bolsonaro (PL) na Presidência da República após a derrota nas urnas em 2022.
Segundo ele, “cada caso é um caso”, mas é necessário avaliar a possibilidade de reduzir as penas e, até, anistiar alguns condenados. “Parece que houve um revanchismo”, diz Meneguelli, considerando que o STF teria exagerado nas penas.
Em dinâmica realizada durante a entrevista, o candidato disse ser a favor da classificação de facções criminosas como grupo terrorista, da regulamentação rígida para redes sociais e do fim da escala 6x1 de trabalho. E ainda se posicionou contra ao aborto, à saída temporária de presos e à liberação da maconha para uso individual.
Nesta semana, o Bom Dia ES realiza uma série de entrevistas com os candidatos ao Senado que obtiveram pelo menos 5% de intenção de voto na última pesquisa Quaest contratada e divulgada pela Rede Gazeta no dia 27 de agosto. A ordem dos entrevistados também foi definida com base no levantamento. O ex-governador Renato Casagrande foi o primeiro a ser entrevistado, na segunda (21). O próximo candidato será Fabiano Contarato, nesta quarta (23).
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