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Retorno após 5 anos

ES sobe duas posições e volta ao top 5 dos Estados mais competitivos

Com avanço em áreas como Solidez Fiscal e Infraestrutura, Estado repetiu sua melhor colocação em ranking, agora liderado por Santa Catarina

Publicado em 27 de Agosto de 2026 às 12:05

Maurílio Mendonça

Publicado em 

27 ago 2026 às 12:05

Após cinco anos, o Espírito Santo voltou a ficar entre os cinco Estados mais competitivos do país, subindo duas posições em comparação à classificação do ano passado. No Ranking de Competitividade dos Estados, o Espírito Santo saiu do 7º lugar em 2025 para o 5º lugar em 2026, ficando atrás de Santa Catarina (1º lugar), São Paulo (2º), Paraná (3º) e Rio Grande do Sul (4º).

Palácio Anchieta
Palácio Anchieta, sede do governo do Espírito Santo Ricardo Medeiros

Na série histórica do ranking, que chegou à 15ª edição, o Espírito Santo repete, em 2026, a colocação alcançada em 2020 e 2021. Esse é o melhor resultado do Estado, que, dentro dos pilares usados na avaliação do estudo, ficou em 1º lugar em Solidez Fiscal, além de 2º em Infraestrutura e em 4º Eficiência da Máquina Pública.


A análise realizada em 2026 pelo Centro de Liderança Pública (CLP) foi feita a partir de 100 indicadores, distribuídos em dez pilares temáticos considerados fundamentais para a promoção da competitividade e melhoria da gestão pública dos Estados brasileiros. Só o pilar de Solidez Fiscal, por exemplo, reúne nove indicadores, e o Espírito Santo ficou em 1º lugar em três deles, e em 2º em outros dois.


Para o secretário de Estado da Fazenda, Benicio Costa, o resultado confirma uma política de responsabilidade fiscal que se traduz diretamente em benefícios para a população, construindo ao longo dos anos uma gestão também baseada em planejamento e equilíbrio das contas públicas.

É por manter as contas organizadas que conseguimos ser, proporcionalmente, o Estado que mais investe no país

Benicio Costa Secretário de Estado da Fazenda

Além de Solidez Fiscal, Infraestrutura e Eficiência da Máquina Pública, os demais pilares que compõem o ranking são Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.arágrafo.

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Liderança

A principal mudança, neste ano, foi a queda de São Paulo do 1º para o 2º lugar no ranking. O Estado liderou o estudo desde sua criação, por 14 anos consecutivos. Santa Catarina, por sua vez, alcançou essa posição pela primeira vez, graças aos resultados obtidos em quatro dos dez pilares avaliados.


Para o diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros, o ranking mostra que o fortalecimento das políticas públicas e da capacidade de gestão tem produzido resultados concretos em todas as regiões do país.


“Mais do que identificar quem lidera, o ranking oferece evidências para que gestores públicos possam aprender com as melhores práticas e acelerar a construção de Estados mais eficientes, inovadores e capazes de oferecer melhores oportunidades para a população", afirma Barros.

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Destaques

Na avaliação apresentada pelo CLP, o desempenho regional evidencia que a competitividade está cada vez mais distribuída pelo país. No Sul, os três Estados aparecem entre os quatro primeiros colocados do ranking: Santa Catarina (1º), Paraná (3º) e Rio Grande do Sul (4º). No Sudeste, quatro Estados figuram entre os 13 primeiros colocados: São Paulo (2º), Espírito Santo (5º), Minas Gerais (7º) e Rio de Janeiro (13º).


No Centro-Oeste, o Distrito Federal (6º) permanece como a unidade da Federação mais competitiva da região, seguido por Goiás (8º), Mato Grosso (9º) e Mato Grosso do Sul (10º), todos posicionados entre os dez primeiros colocados do ranking geral. A região concentra importantes lideranças nacionais em Capital Humano, Eficiência da Máquina Pública, Solidez Fiscal e Sustentabilidade Ambiental, evidenciando um desempenho consistente entre as quatro unidades federativas que a compõem.

Nas regiões Norte e Nordeste, o Ceará (11º) retoma a liderança regional e volta a ser o Estado mais competitivo entre os das duas regiões. Além do desempenho geral, o Nordeste reúne importantes referências nacionais, como Alagoas (19º), líder no pilar de Inovação; Maranhão (23º), terceiro colocado em Solidez Fiscal; Piauí (21º), terceiro em Potencial de Mercado; Paraíba (12º), destaque em Infraestrutura; e Rio Grande do Norte (15º), entre os melhores do país em Segurança Pública.


Na Região Norte, Amazonas (14º) reúne resultados expressivos em Segurança Pública, Eficiência da Máquina Pública, Solidez Fiscal e Inovação, enquanto Roraima (22º) alcança a segunda colocação nacional em Potencial de Mercado, o melhor desempenho da região em um dos pilares do ranking.

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