Levantar de madrugada e percorrer horas de estrada para ter acesso a um exame ou consulta médica é a realidade de muitos pacientes que não têm, na região onde residem, a assistência de média e alta complexidade. Os vazios assistenciais persistem para parte da população que depende do serviço público. Então, o que esperar do próximo governador do Espírito Santo para enfrentar esse desafio?
O Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) avalia que, no país, o acesso à saúde ainda é profundamente desigual e depende mais de onde a pessoa mora do que de sua necessidade clínica.
"Há uma concentração histórica de serviços de média e alta complexidade nas capitais e em regiões metropolitanas, o que obriga pacientes do interior a percorrer grandes distâncias para tratamentos como diálise ou quimioterapia", frisa a entidade.
Para o IEPS, o desafio do futuro governador é planejar com inteligência territorial, organizando a oferta regionalizada para reduzir deslocamentos desnecessários e hospitalizações fora da região de residência.
Esta é a quarta reportagem da série "10 Desafios do Espírito Santo" para as Eleições 2026. Neste especial, produzido por A Gazeta desde 2022, os candidatos ao governo são convidados a apresentar suas propostas para assuntos sensíveis do Estado, nas mais diversas áreas, como saúde, educação, transporte e segurança pública.
Os temas foram mapeados pelo Núcleo de Eleições de A Gazeta, em parceria com institutos de pesquisa independentes, com o objetivo de ajudar os eleitores capixabas na hora do voto. Todos os concorrentes ao Palácio Anchieta tiveram o mesmo prazo e o mesmo espaço para as respostas. A publicação é feita de segunda a sexta-feira. Teve início no dia 24 de agosto e seguirá até 4 de setembro.
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