Os investimentos em infraestrutura logística precisam continuar desembarcando no Espírito Santo, e eles estão previstos: até 2029, serão R$ 16,9 bilhões para rodovias, R$ 6,5 bilhões para portos e R$ 76,5 milhões para aeroportos.
Isso inclui, por exemplo, os aportes na modernização da BR 101 feitos pela Ecovias Capixaba e o dinheiro investido na construção do Porto Central, em Presidente Kennedy, e do Imetame Porto Aracruz.
A localização estratégica do Estado já é por si só um diferencial, mas vai continuar demandando a integração de portos, rodovias, ferrovias e aeroportos para que o transporte e a movimentação de cargas em território capixaba sejam cada vez mais vantajosos para o setor produtivo brasileiro. Principalmente com o fim da concessão dos benefícios fiscais, esse será o diferencial para a instalação de novos empreendimentos.
Essa nova dinâmica vai exigir uma atuação estratégica da bancada capixaba no Senado e na Câmara, incluindo o Espírito Santo nas decisões orçamentárias federais. A duplicação da BR 262 é um gargalo que precisa começar a ser destravado, o que vai exigir essa articulação política. Assim como a cobrança pelos financiamentos para tirar do papel a EF 188, ferrovia que vai ligar o Espírito Santo ao Rio de Janeiro.
Está cada vez mais evidente que a qualidade da infraestrutura é o que vai pautar os investimentos. É ela que reduz prazos e custos de transporte e aumenta a eficiência. Ela impõe um padrão de competitividade que no fim se traduzirá em produtividade consistente.
O Espírito Santo vem trabalhando nesse sentido, uma agenda que deve ser prioritária para o Palácio Anchieta como indutor, ao tornar também sustentáveis o ambiente fiscal e a segurança jurídica.
A construção de um ecossistema favorável ao investimento privado promove o desenvolvimento sustentável, com impactos que vão além da economia, da produtividade e da geração de emprego e renda.
E é esse compromisso que deve ser encarado por quem almeja um cargo nas eleições de outubro: o trabalho permanente para ampliar a relevância econômica do Espírito Santo nacionalmente com organização institucional e capacidade de planejamento e organização.
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