As campanhas eleitorais são daqueles eventos em que o jornalismo tem ainda mais chance de mostrar o seu diferencial. Passando por cima das propostas genéricas e dos discursos vazios, a imprensa cumpre seu papel dentro do debate público ao direcionar o que merece ser discutido e levado aos eleitores, dando relevo aos temas que são sensíveis à sociedade, com base naquilo que expõe no dia a dia como demandas e desejos dessa mesma sociedade.
Desde esta segunda-feira (24), A Gazeta dá continuidade à série "10 Desafios do Espírito Santo", iniciada em 2022, justamente para que os aspirantes ao Palácio Anchieta sejam puxados para a realidade local e reflitam sobre ela, através de dez temas mapeados pelo Núcleo de Eleições deste jornal e por institutos de pesquisa independentes: Sou da Paz, Instituto Cidades Sustentáveis, Todos pela Educação, Intituto de Estudos para Política de Saúde (IEPS) e Observatório do Clima.
São dez reportagens, além da já publicada sobre facções criminosas publicada nesta segunda-feira, que vão arguir os candidatos sobre reforma tributária, acesso à saúde, ensino médio, mudanças climáticas, violência contra a mulher, mobilidade urbana, mortes no trânsito, transição energética e Fundo Soberano.
Nada é por acaso. Cada um desses assuntos foi escolhido por se relacionar diretamente com o presente e o futuro do Espírito Santo, com impactos direto na vida das pessoas. A reforma tributária vai mudar o modelo de arrecadação no Estado, enquanto a transição energética compõe o planejamento do Estado diante da curva descendente da produção de petróleo. Assim como a gestão do Fundo Soberano também se relaciona com esse cenário.
A saúde enfrenta o desafio de superar a concentração de serviços de média e alta complexidade na região metropolitana, o trânsito encara mudanças nos padrões de mobilidade e crescimento de mortes. E a violência contra a mulher segue sendo um problema central para a segurança pública capixaba.
Na educaçao, o Espírito Santo apesar de se sair bem no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) na comparação com outros estados, ainda precisa avançar na aprendizagem efetiva no ensino médio, etapa crucial para a vida profissional e, consequentemente, para a formação de capital humano. Em meio a tudo isso, as mudanças climáticas impõem ações preventivas e a gestão de risco de desastres.
Os cinco candidatos terão a oportunidade de mostrar que estão antenados com essas questões e, devidamente contextualizados, poderão expor suas propostas. E, sem rodeios, deverão ir direto ao ponto, para que seus conhecimentos e suas intenções sejam transparentes ao eleitor.
Todos os concorrentes ao Palácio Anchieta tiveram o mesmo prazo e o mesmo espaço para as respostas, que serão publicadas de segunda a sexta-feira até o dia 4 de setembro.
A nossa expectativa é que os que concorrem à principal cadeira do Palácio Anchieta tenham propostas concretas para desafios reais do Espírito Santo, que podem piorar ou melhorar a vida dos capixabas. O resultado depende em muito da atitude e compreensão do futuro governante.
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