A campanha eleitoral está oficialmente nas ruas e, com ela, começam a ser construídas as expectativas dos eleitores diante da chuva de propostas para os cargos em disputa: deputado estadual, governador, deputado federal, senador (duas cadeiras) e presidente.
Entender as atribuições de cada um desses postos e avaliar se o candidato em questão tem a dimensão daquilo que será exigido dele, caso eleito, é certamente o desafio que se repete a cada quatro anos. E, tão relevante quanto isso, é reconhecer em cada canditato a agenda do Espírito Santo, com as pautas econômicas, sociais e políticas que mais importam ao capixaba.
No caso dos deputados federais, isso é imprescindível para uma atuação eficiente. E trabalho não vai faltar aos dez a serem eleitos para a bancada capixaba. Temos pela frente ainda ajustes adjacentes à regulamentação da reforma tributária, um ponto crucial para a economia capixaba nos próximos anos, assim como um campo aberto de propostas para a segurança pública, educação, saúde, trabalho e competitividade.
No Espírito Santo, 135 nomes estão na disputa para o cargo, o que também pode ser dito de outra forma: 135 pessoas estão se comprometendo a ocupar uma posição política na qual criar e alterar leis para o país e fiscalizar o Poder Executivo está no topo das responsabilidades. E assim colocar para rodar políticas públicas que mudam a vida das pessoas.
A discussão e a votação do orçamento da União são atribuições vitais para o funcionamento do país que também cabem aos deputados federais, e nesse sentido o cargo tem sido empoderado pelo crescimento das emendas parlamentares, o que vai exigir ainda mais comprometimento de quem integra a Câmara. O Brasil espera menos interesses eleitoreiros e mais políticas de Estado com o dinheiro público sobre o qual os deputados têm tanto poder.
Apesar de integrarem uma bancada diminuta, especialmente se comparada aos outros estados do Sudeste, é importante que os deputados federais eleitos por aqui façam mais com menos e se prontifiquem a falar a mesma língua sobre os interesses do Espírito Santo, mesmo que haja rivalidade partidária e ideológica.
É com esse pensamento que será possível defender a agenda do Espírito Santo com mais resultado, sem divisões ideológicas que só beneficiam alguns grupos e não o interesse comum.
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