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Opinião da Gazeta

O equilíbrio das contas públicas no ES é ponto inegociável

A organização fiscal do Espírito Santo é um marco civilizatório, que balizou as transformações sociais e econômicas das últimas décadas

Publicado em 12 de Agosto de 2026 às 05:00

Públicado em 

12 ago 2026 às 05:00
Redação de A Gazeta

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Redação de A Gazeta Redação de A Gazeta

online@redegazeta.com.br

Contas públicas: gasto com pessoal tem grande fatia do Orçamento do Espírito Santo Pixabay

Prosperidade é, sim, um desejo individual que faz mais sentido quando é desfrutado coletivamente, essa é a própria noção da vida em sociedade. Na economia familar, nas empresas, em qualquer cenário em que se almeje a prosperidade, a certeza é que ela não existe onde constantemente se gasta mais do que se recebe. 


Não faz sentido que seja diferente para uma nação inteira — incluindo seus entes federativos , que produz riquezas ao mesmo tempo que faz entregas à população e honra seus compromissos sociais.


O Espírito Santo consolidou sua cultura de equilíbrio fiscal, no ano passado chegou ao 14º ano consecutivo de  recebimento de uma nota A na análise da Capacidade de Pagamento dos Estados e Municípios (Capag), promovida pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). E foi o segundo ano com o A+ na gestão fiscal.


O equilíbrio fiscal capixaba é um patrimônio a ser protegido. Precisa continuar sendo mantido e tratado como um ponto inegociável de gestão por cada candidato que almeje chefiar o Palácio Anchieta e também para os que miram o Legislativo. Em todos os níveis, o dever de casa da austeridade deve ser encarado pelo prisma da organização das finanças, para que haja retorno para a população tanto em serviços públicos de qualidade quanto em infraestrutura.


Planejamento orçamentário é a locomotiva dessa prosperidade. Porque reduzir o crescimento das despesas não significa piorar a vida das pessoas, pelo contrário: o que se combate é a gastança desenfreada, sobretudo com desperdícios operacionais para a manutenção da máquina pública e o peso dos privilégios da elite do funcionalismo. O que se deseja é eficiência, com os recursos públicos sendo bem aplicados em benefício da população.


A organização fiscal do Espírito Santo é um marco civilizatório, que balizou as transformações sociais e econômicas das últimas décadas. É política de Estado que perpassou governos distintos e assim deve permanecer, independentemente de quem esteja lá. O eleitor capixaba conta com esse compromisso.

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