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No sul do ES

Tremor de terra de magnitude 2,1 é registrado próximo a Piúma

Abalo ocorreu na tarde de sábado (20) e foi identificado pela Rede Sismográfica Brasileira

Publicado em 21 de Junho de 2026 às 15:47

Tiago Alencar

Publicado em 

21 jun 2026 às 15:47
Tremor de terra de 2.1 foi registrado em Piúma
Tremor de terra de 2.1 foi registrado em Piúma RSBR/ Divulgação

Um tremor de terra de magnitude 2,1 foi registrado na tarde de sábado (20) próximo a Piúma, no Litoral Sul do Espírito Santo. O abalo sísmico ocorreu às 14h12 e não deixou nenhum ferido nem causou danos, por ser considerado de baixa intensidade. 


O terremoto foi registrado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da Uiniversidade de São Paulo (USP). O último tremor de terra registrado no Espírito Santo havia ocorrido em julho de 2021, em Pancas, com magnitude 1.4.


De acordo com a geóloga e professora responsável pelo Laboratório de Neotectônica e Sismologia (Lanesi) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Luiza Bricalli, tremores dessa magnitude são classificados como fracos e liberam pouca energia.


Apesar disso, o fenômeno pode ser percebido por algumas pessoas, principalmente se ocorrer em profundidade baixa e próximo a áreas habitadas.

"Eventos abaixo de magnitude 3,0 geralmente são considerados pequenos e raramente causam danos. Em alguns casos, o tremor pode ser sentido por pessoas que estão em repouso, em ambientes silenciosos ou próximas ao epicentro", afirmou.


De acordo com a USP, o tremor teve magnitude de 2,13 na Escala Richter. A profundidade aparece como 0 quilômetro no registro, mas isso não significa que o abalo ocorreu na superfície. Segundo os pesquisadores, a informação indica apenas que não há dados suficientes para calcular a profundidade exata, sendo classificado como um tremor raso.


A USP informa ainda que os dados são preliminares e podem passar por revisão por especialistas.


De acordo com a RSBR, tremores de terra de baixas magnitudes são relativamente comuns no Brasil e ocorrem quase todas as semanas, mas a maior parte deles não é sentida pela população. Os sismos naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre.

Tremor de magnitude 2,1 foi registrado próximo a Piúma na tarde de sábado (20) Reprodução/USP

Espírito Santo já registrou outros tremores

Apesar de não serem frequentes, os tremores de terra não são novidade no Espírito Santo. Ao longo das últimas décadas, diferentes regiões do Estado já registraram abalos sísmicos de baixa e média intensidade.


O caso mais conhecido ocorreu em 28 de fevereiro de 1955. Considerado até hoje o maior terremoto já registrado na história capixaba, o abalo teve magnitude estimada em 6,1 e foi sentido em diversas cidades do Estado. Na época, moradores relataram móveis balançando, objetos caindo e rachaduras em imóveis.


Mais recentemente, em 2020, moradores da Grande Vitória relataram ter sentido um tremor que teve epicentro na região de Maruípe, na Capital. Naquele mesmo ano, outros registros também ocorreram em Ecoporanga, no Norte do Estado, e em áreas do litoral capixaba monitoradas por sismógrafos.


Segundo especialistas, esses fenômenos estão relacionados à reativação de antigas falhas geológicas existentes no interior da Placa Sul-Americana. Como o Brasil está distante das bordas das placas tectônicas, onde ocorrem os grandes terremotos, os abalos registrados no país costumam ter baixa magnitude e raramente provocam danos.

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