O ex-presidente da Apex Partners, Fernando Cinelli, se pronunciou nas redes sociais nesta quarta-feira (9) sobre a situação da empresa. Em um vídeo publicado em seu perfil, ele afirmou que está em Vitória com a família e disse que tem buscado responder às questões envolvendo seu nome “com provas, com documentos, de forma concreta e objetiva”.
Cinelli afirmou que, no último mês, foi construída uma “narrativa muito forte” contra ele e defendeu que os fatos relacionados ao caso sejam investigados de forma “clara, técnica e independente”.
Tenho muito interesse que tudo seja investigado de forma clara, técnica e independente. E claro, que todos os documentos sejam preservados para dar luz para tudo aquilo que tem sido discutido durante esse período
Fernando Cinelli, ex-presidente da Apex Partners
O empresário também destacou que a Apex foi fundada em 2013 por ele e outros sócios e ressaltou que a empresa foi construída com a participação de acionistas, colaboradores, gestores, assessores e conselheiros.
É uma empresa que foi construída por muitas pessoas e que não é de uma pessoa só
Fernando Cinelli, ex-presidente da Apex Partners
Na manifestação, Cinelli também afirmou que a discussão sobre a situação da empresa deve se concentrar na busca por soluções após a adoção da medida cautelar solicitada pela Apex à Justiça.
Segundo ele, o foco deve estar em encontrar o melhor caminho para a empresa e para investidores, clientes, credores e parceiros.
O ex-presidente disse ainda que o vídeo é o primeiro de uma série de manifestações que pretende fazer para esclarecer os fatos relacionados ao caso.
A declaração ocorre em meio a uma disputa judicial entre Cinelli e a Apex. Na última quinta-feira (3), a empresa pediu à Justiça a ampliação do bloqueio de bens do ex-presidente, de R$ 5,9 milhões para R$ 23,25 milhões. A Apex afirma que apurações internas identificaram supostas transferências para contas pessoais de Cinelli sem justificativa contratual ou contábil.
No dia seguinte, Cinelli contestou o pedido e afirmou, entre outros argumentos, que as contas e demonstrações financeiras da companhia entre 2020 e 2025 foram aprovadas sem ressalvas pelos acionistas em assembleias gerais ordinárias.