O Espírito Santo terá R$ 4,8 bilhões em crédito do Banco do Brasil para financiar a safra 2026/2027. Os valores atendem desde a agricultura familiar até o agronegócio empresarial, incluindo associações e cooperativas agrícolas. Desse total, um terço será destinado a pequenos e médios produtores, participação maior do que a prevista na distribuição dos recursos em nível nacional.
Serão R$ 1,6 bilhão para esse grupo no Estado (33%), contra R$ 40 bilhões dos R$ 210 bilhões previstos pelo banco para pequenos e médios produtores em todo o país, o equivalente a 19%.
Para a agricultura empresarial, serão R$ 3,2 bilhões disponibilizados para financiamentos.
Segundo o superintendente de Varejo do Espírito Santo, Helton Faria Leite, existe um direcionamento macro do governo federal para a distribuição do financiamento para a safra. “Mas o Banco do Brasil tem autonomia para realizar uma melhor distribuição que respeita a faixa de receita bruta da produção anual desses produtores. Nacionalmente, até 20% vai somente para pequenos e médios produtores rurais, mas depende da região”, explicou Leite.
Um dos motivos dessa reorganização nos aportes dos recursos do Plano Safra, dentro do Banco do Brasil, passa pelo processo de análise de produção e eficiência do produtor rural, incluindo fiscalização feita pelo banco para acompanhar a evolução desse produtor.
“A partir desse levantamento, a gente garante a alocação do recurso para melhor atender quem está mais apto para o financiamento”, aponta o superintendente.
E, além dos dados de cadastro, o que também faz a diferença nessa alteração percentual, segundo Leite, é o relacionamento que o banco constrói com os produtores. “Isso nos permite oferecer políticas efetivas para o financiamento e, assim, melhorar o atendimento desses clientes”, explica.
95%
É o índice de adimplência entre clientes capixabas do Plano Safra, via Banco do Brasil
Essa relação de confiança também é reforçada pela adimplência que o setor oferece ao quitar o financiamento. Segundo o superintendente, 95% da carteira concedida ao agro, no Espírito Santo, está com o pagamento do financiamento em dia. “É o que acontece, por exemplo, com os financiamentos no setor do café. O último ciclo concedido tem praticamente 95% desse financiamento adimplente no BB”, pontua Leite.
O volume destinado para o financiamento da safra 2026/2027 contempla operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização, além do fortalecimento da agricultura familiar. Esses recursos atenderão produtores rurais de diferentes portes e segmentos, de acordo com o Banco do Brasil.