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Índice FipeZAP

Vitória desbanca Balneário Camboriú e fica no topo das cidades com m² mais caro

Cidade vizinha da Capital, Vila Velha disparou 15,57%, alcançando a maior valorização do país entre as 56 cidades monitoradas

Publicado em 06 de Agosto de 2026 às 05:49

Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 ago 2026 às 05:49
Vista geral de Vitória
Vitória tem hoje o metro quadrado mais caro do país Ricardo Medeiros

Vitória voltou a ocupar a posição de cidade com o metro quadrado mais caro do país. Com R$ 15.448, a Capital capixaba desbancou Balneário Camboriú (R$ 15.295) e Itapema (R$ 15.403), ambas cidades de Santa Catarina, no Sul do país.


Segundo os dados de julho do Índice FipeZAP de Venda Residencial, o valor médio do metro quadrado de Vitória também coloca a ilha à frente de metrópoles como Florianópolis (R$ 13.461), São Paulo (R$ 12.099), Rio de Janeiro (R$ 11.131) e Brasília (R$ 10.238).


A aceleração não fica restrita apenas a Vitória. No acumulado dos últimos 12 meses, Vila Velha disparou 15,57%, alcançando a maior valorização do país entre as 56 cidades monitoradas.


Com esse resultado, a cidade canela-verde atingiu o preço médio do metro quadrado de R$ 11.341 – sendo a nona cidade desse ranking, superando capitais do Sudeste, como Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

No acumulado de 2026, enquanto a inflação oficial (IPCA-15) marca 3,43%, Vitória acumula alta de 8,82% e Vila Velha lidera o ranking geral nacional, com 9,68%.


Ao site g1ES, o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), Alexandre Schubert, pediu cautela ao analisar os dados.

Esse preço médio não reflete a realidade do mercado, pois não considera a variação das tipologias dos imóveis e nem dos bairros. É um valor médio que não dá informação suficiente para a precificação, pois não são de empresas e sim de proprietários que estão vendendo seus imóveis

Presidente da Ademi-ES Alexandre Schubert

Schubert ainda chama a atenção para a variação do CUB, que é o custo de construção de uma obra, e que no acumulado do ano ficou em 9,22%.


"A valorização de Vitória, dentro da pesquisa do FipeZap ficou em 8,82%, abaixo do CUB do Espírito Santo, que teve a maior variação do país. Somado a isso está ainda a escassez de terrenos na Capital, o que ajuda a compor os preços", disse.


Com informações do g1ES

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