Um casal foi preso após deixar um menino de 4 anos sozinho em um apartamento, com a presença de entorpecentes, no bairro Castelândia, na Serra. O caso aconteceu na noite de sexta-feira (12), após denúncias de que o homem estaria transportando drogas na região, a bordo de uma motocicleta.
Equipes da Polícia Militar iniciaram o patrulhamento nas imediações de um condomínio e o suspeito foi visto em um veículo cujas características correspondiam às da denúncia. Ele apresentava um volume na linha da cintura, que parecia ser uma arma de fogo, e uma sacola plástica pendurada no guidão da motocicleta.
“A abordagem foi realizada em frente a um condomínio residencial. Durante a busca pessoal e a verificação dos pertences do homem, foi encontrada certa quantidade de material entorpecente na sacola. Além disso, foram apreendidos um aparelho celular e uma chave de apartamento”, destacou a PMES, por meio de nota.
Ainda de acordo com a corporação, ao ser questionado, o homem informou que morava em um dos apartamentos e disse ainda que estava responsável por cuidar do enteado, que, naquele momento, se encontrava sozinho no imóvel, onde havia mais entorpecentes.
Os militares então deslocaram-se até o apartamento, onde encontraram a criança sozinha, com drogas a poucos metros dele. Também havia mais entorpecentes em um quarto. Posteriormente, uma mulher de 26 anos compareceu ao local e se apresentou como mãe do menino.
De acordo com os PMs, ela admitiu ter conhecimento da presença dos entorpecentes no imóvel e que havia deixado o filho de 4 anos sozinho para dar uma saída. Diante dos fatos, o casal foi conduzido para a 3ª Delegacia Regional e a tutela provisória do menino foi entregue ao irmão da detida, conforme recomendação do Conselho Tutelar.
O material apreendido totalizou 168 pinos de cocaína e uma porção da droga com 180 gramas. A motocicleta utilizada pelo homem pertencia à companheira e foi removida por guincho e encaminhada ao pátio.
Após a prisão, foi feito contato com a administração do condomínio, que informou que o homem utilizava um nome falso para acessar as dependências, com a concordância da mulher.