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Agressão a bebê

Dona de creche é autuada por maus-tratos após agredir bebê em Vitória

Vídeo flagrou dona da creche agredindo bebê de cinco meses com um celular; ajudante dela também foi autuada por omissão

Publicado em 21 de Maio de 2019 às 18:40

Elis Carvalho

Publicado em 

21 mai 2019 às 18:40
Cuidadora é flagrada agredindo criança com celular em creche de Vitória Crédito: Reprodução
Após receber vídeos de agressões contra uma criança de apenas cinco meses, a Polícia Civil autuou por maus-tratos a mulher de 66 anos, dona de uma creche particular localizada no bairro Maria Ortiz, em Vitória, e a ajudante dela, de 29 anos.
De acordo com o deputado estadual Lorenzo Pazolini, presidente da Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente e de Políticas sobre Drogas, as acusadas são Francisca Alves da Cunha Ramos, de 66 anos, e a ajudante dela, Giliana Aguiar Ribeiro, de 29 anos. Segundo Pazolini, já havia boatos no bairro de que os alunos sofriam agressões, porém ninguém tinha alguma prova material sobre o assunto e nem havia formalizado alguma denúncia.
Há cerca de seis meses, uma vizinha do local começou a perceber muitos choros das crianças. Toda vez que ouvia um choro muito forte, ela olhava para dentro da creche e conseguia ver o que estava acontecendo. Foi no último dia 14 que, então, presenciou a cena do bebê de cinco meses sendo agredido com tapas, tendo chegado a ter sido sacudido enquanto a cuidadora jogava uma fralda no rosto da criança. A imagem divulgada no vídeo mostra ainda a idosa batendo com o celular no rosto da vítima.
MÃE PROCUROU PELO DEPUTADO
Com o vídeo em mãos, a vizinha do estabelecimento procurou a mãe da criança que, no mesmo dia da gravação, foi até a Comissão procurar pessoalmente o deputado estadual, mostrou as imagens e fez a denúncia. O deputado entrou em contato com a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e a investigação foi iniciada em conjunto. No dia 15, as duas mulheres foram intimadas e, no dia 16, foram ouvidas.
 
Pazolini contou que, no início, as duas mulheres negaram o crime, e que afirmaram que as crianças choram normalmente, que entende bem do assunto já que cuida de menores há 18 anos e que a creche é devidamente registrada, com CNPJ, e que atualmente estão matriculadas 11 crianças no período da manhã e da tarde, com idades de quatro meses a 10 anos.
Porém, após o deputado mostrar a elas as imagens gravadas do flagrante, a dona da creche disse que não poderia mais negar o ocorrido e que de fato o local que passa na imagem é a creche dela e que ela mesma seria a agressora. A idosa afirmou ainda que não é comum agredir crianças e que isso ocorreu em virtude de momentos difíceis pelos quais tem passado e por problemas pessoais e que, por conta disso, tem estado muito nervosa e acabou realizando a agressão. 
Já a outra cuidadora, que estava ao lado dela no momento da prática do ato criminoso, presenciando todo o ocorrido sem fazer nada, contou inicialmente que era mentira o relato e que não havia agressões, mas, após ver os vídeos, a mulher comentou apenas que não se lembrava de ter visto a proprietária da creche agredindo essas crianças e que não lembrava de ter jogado a fralda no rosto da criança de cinco meses de idade. 
Pazolini contou que as duas responderão por maus-tratos, sendo que à idosa deverá ser imputada a prática da violência e a ajudante responderá por omissão. Ambas assinaram um Termo Circunstanciado e por enquanto respondem em liberdade, sendo que, caso venham a ser condenadas, poderão pegar de dois meses a um ano de prisão.
A autoridade fez um apelo para caso outras mães ou vizinhos desconfiem de atitudes suspeitas, procurem a Comissão ou a DPCA para formalizar a denúncia. 
Segundo o deputado, a creche não funcionou nestas segunda e terça-feira e que as duas suspeitas tomaram destinos desconhecidos. Pazolini disse ainda que a Comissão irá pedir à Vigilância Sanitária para fazer uma inspeção no local.
A Prefeitura de Vitória informa que o local não possui alvará de localização e funcionamento como creche. O município enviará fiscais ao local para verificar a atividade exercida e intimar o proprietário do imóvel a regularizar a situação.

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