Uma mulher de 30 anos que trabalhava na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Marilândia, no Noroeste do Espírito Santo, é investigada pela Polícia Civil por suspeita de desviar cerca de R$ 132 mil da entidade. A operação de busca e apreensão foi realizada na manhã de quarta-feira (5), na casa da investigada, onde foram apreendidas 15 bolsas de grife, algumas ainda com etiquetas, além de equipamentos eletrônicos e documentos.
De acordo com a Polícia Civil, a suspeita teria usado cheques emitidos pela diretoria da CDL para pagar despesas pessoais e também teria sacado parte dos valores diretamente em uma agência bancária. Para ocultar as movimentações, ela teria alterado documentos contábeis da entidade. Ainda segundo a corporação, o material apreendido pode auxiliar no avanço das investigações.
A Polícia Civil informou que solicitou à Justiça medidas para bloquear bens da investigada, com o objetivo de garantir o ressarcimento do prejuízo causado à CDL.
A mulher foi ouvida na delegacia e, segundo a polícia, confessou parcialmente os fatos. Como não houve situação de flagrante, ela foi liberada e responderá ao caso em liberdade. A investigação continua.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Marilândia, Luiz Fernando Costa Nascimento, se posicionou sobre o caso por meio do advogado Marcos Bolsanelo.
Segundo o profissional, a entidade identificou um desfalque em uma conta de aplicação e, após solicitar à contabilidade a análise dos extratos bancários e das despesas dos últimos meses, foram encontradas inconsistências, como cheques emitidos sem as respectivas notas fiscais.
Diante das irregularidades, ele disse que a CDL de Marilândia reuniu a documentação e procurou a Polícia Civil para denunciar a situação. De acordo com Marcos, os bens apreendidos na casa da ex-funcionária permanecem sob responsabilidade da Polícia Civil, que segue investigando o caso.