Dois homens foram presos após serem identificados com auxílio das câmeras de reconhecimento facial do transporte coletivo da Grande Vitória. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (21) pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES). Um deles é investigado por uma tentativa de latrocínio em Vila Velha, enquanto o outro foi identificado como suspeito de um roubo de celular na Serra.
Segundo a Polícia Civil, imagens registradas durante os crimes foram analisadas pelo sistema de reconhecimento facial, o que permitiu chegar à identificação dos suspeitos. A partir dessas informações, o Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) conseguiu localizar e prender os dois homens.
Um dos suspeitos, Ítalo Pereira da Silva, de 30 anos, foi preso na última quinta-feira (17), durante o cumprimento de um mandado de prisão em uma casa no bairro Jardim Tropical, na Serra. Nas imagens divulgadas pela polícia, ele aparece entrando em um coletivo, aproximando-se da vítima e iniciando uma conversa.
"O acusado já tinha cometido outros crimes parecidos e admitiu que estava sob o uso de drogas durante o roubo", afirmou Jordano Bruno, delegado-geral da PCES.
De acordo com a Polícia Civil, Ítalo pediu que a vítima desbloqueasse o celular e acessasse as próprias contas bancárias. Depois que o aparelho foi entregue, ele correu e fugiu do ônibus.
O outro suspeito é Alex Junior Rodrigues Ferreira, de 29 anos. Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por uma tentativa de latrocínio ocorrida dentro de um ônibus da linha 516, em Vila Velha, em julho. A vítima, uma funcionária bancária de 20 anos, teve o celular roubado e foi atingida por duas facadas, uma no ombro e outra na axila. O homem fugiu, e a jovem precisou ser atendida em um hospital.
Alex foi preso em flagrante por outro crime no dia 4 de agosto. A Guarda Civil de Vila Velha foi acionada para verificar uma tentativa de roubo dentro de um coletivo, em Argolas, e deteve o suspeito. Na delegacia, ele foi identificado, por meio do sistema de reconhecimento facial, como suspeito de ser o autor da tentativa de latrocínio registrada em julho e permaneceu preso.
Segundo a PCES, os dois homens já tinham registros policiais anteriores. Ítalo somava três ocorrências, entre elas por crimes contra o patrimônio e violência doméstica. Ainda conforme a corporação, ele não reagiu ao cumprimento do mandado e confessou o roubo.
Alex, por sua vez, tinha outros quatro registros por roubo, todos envolvendo o uso de faca. Os dois permanecem presos.
*Este conteúdo foi produzido por Rafaela Gomes, residente do 29º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob orientação da editora Débora Milke.