A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Espírito Santo (Sesp) criou um Comitê Integrado de Segurança das Eleições 2026 com o objetivo, segundo portaria publicada no Diário Oficial do Estado na sexta-feira (7), de executar ações de segurança planejadas nos eventos relacionados ao pleito.
O comitê tem 13 membros natos, entre representantes da secretaria, das polícias Militar, Civil e Científica e do Corpo de Bombeiros, e mais oito convidados, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Secretaria de Estado da Casa Militar e de secretarias municipais da Grande Vitória.
Conforme o documento, o grupo deverá monitorar “os fatos componentes do cenário eleitoral” deste ano, além de planejar e acompanhar operações que envolvam as eleições.
Segundo o subsecretário de Comando e Inovação da Sesp, Guilherme Pacífico, o comitê está em conformidade com um plano nacional coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da diretoria de operações integradas, que dialoga diretamente com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para, em nível federal, estabelecer estratégias para salvaguardar o eleitor brasileiro.
“São ações para garantir a proteção aos ambientes de eleição para que tenhamos eleições transparentes e seguras, garantindo o direito democrático do voto do cidadão”, afirma o subsecretário.
Conforme Pacífico, as operações a serem realizadas estão voltadas, principalmente, ao combate de crimes típicos do período eleitoral, época que mais envolve as forças de segurança pública do país, segundo o subsecretário, como, no momento de campanha:
corrupção eleitoral;
uso irregular da máquina pública;
assédio eleitoral;
coação eleitoral;
crimes contra a honra;
inscrição fraudulenta.
Já no dia da votação, o foco será em situações como:
boca de urna;
derrame de santinhos nas ruas;
quebra de sigilo de voto;
desobediência.
“Ou seja, os principais crimes vão ser observados por essa estrutura que trabalha integrada. Então, aqui a gente já está participando de reuniões nacionais junto com o Ministério da Justiça e Segurança no âmbito estadual, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-ES), que é o responsável por ordenar os trabalhos junto com a Polícia Federal, que tem atribuição de reprimir e investigar esses crimes”, explicou Pacífico.
Além das ocorrências habituais em ambientes físicos, o comitê também atuará no combate a crimes no ambiente digital, afirma o subsecretário:
“Nessa eleição, em especial, a gente vai ter que trabalhar com o desafio do ambiente digital e com as deepfakes (imagens e áudios criados ou manipulados com inteligência artificial). Então, desde já, há uma atenção especial, porque acreditamos que esse será o maior desafio neste ano.”
As ações do comitê serão pautadas a partir do recebimento de denúncias de crimes e atitudes irregulares, mas também por um monitoramento que envolverá diferentes recursos tecnológicos, como sistemas de videomonitoramento e reconhecimento facial, diz o representante da Sesp.
A atuação do grupo se dará até 10 dias após a realização do segundo turno de votação, se houver. Ao final dos trabalhos, será apresentado um relatório sobre as atividades desenvolvidas.
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