A um dia do fim do prazo para o registro de candidaturas na Justiça Eleitoral, o grupo político que apoia a candidatura do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) enfrenta um impasse que pode levar um dos partidos a deixar a aliança para a disputa pelo governo do Espírito Santo.
O presidente estadual do Democrata, Tenório Merlo, afirmou à reportagem de A Gazeta, na tarde desta sexta-feira (14), que o partido está insatisfeito com a condução das discussões dentro do bloco formado por Democrata, Republicanos e Partido Liberal (PL). A reclamação ocorre, especialmente, em relação à escolha do candidato a vice na chapa de Pazolini, outra lacuna não preenchida às vésperas do fim do prazo para registro de chapas.
Segundo Tenório, o Democrata indicou três nomes para a vice, mas não recebeu retorno dos demais partidos. O dirigente disse ter sido informado de que a vaga deverá ser destinada ao PL, partido que já indicou nomes para a disputa ao Senado. Para ele, a decisão representa um desprestígio ao Democrata.
“O que acontece é que estamos insatisfeitos com a forma como as discussões sobre a vice na chapa do Pazolini estão sendo feitas. Nós indicamos três nomes para vice e não tivemos resposta. Agora fomos informados de que a vice será indicada pelo PL, partido que já conseguiu emplacar chapa para o Senado. O Democrata não pode aceitar isso”, disse Tenório.
O presidente do Democrata também reclamou da influência do PL, comandado no Espírito Santo pelo senador Magno Malta, nas decisões do grupo. Segundo ele, o partido teria chegado ao projeto desde o início, mas não estaria tendo participação proporcional nas principais discussões.
“Chegamos logo no início do projeto, mas temos percebido que as principais decisões têm sido tomadas baseadas nas vontades do PL, via Magno”, afirmou.
Tenório disse ainda que propôs uma reunião entre Democrata, Republicanos e PL nesta sexta-feira (14) para tentar alinhar os últimos passos antes da definição da chapa e discutir o papel do Democrata no projeto.
Caso não haja uma sinalização dos outros dois partidos para a realização do encontro, o dirigente afirma que o Democrata poderá deixar a aliança com Pazolini.
“Também fomos sondados por outros candidatos ao governo e não teremos problemas em conversar com nenhum deles. O Democrata tem, sim, relevância no debate político estadual”, disse.
O Republicanos foi procurado para comentar as declarações do presidente do Democrata, mas não encaminhou resposta até a publicação deste texto.