Para Rose, a escolha dos integrantes do STF deve ser mais crítica, e ela reconhece que o Senado tem responsabilidade sobre os nomes que hoje ocupam a Corte.
"Acho que a escolha do Supremo Tribunal Federal, dos juízes que vão sentar naquela mesa e julgar tudo nesse país, que têm a palavra final, que resguardam a Constituição... Tem que haver uma reserva de títulos para que eles possam ser escolhidos com a capacidade que construíram ao longo de suas vidas. Definir critérios objetivos com o exercício de sua função para que possam ser indicados."
A candidata disse que também é a favor da limitação do tempo do exercício da função dos ministros, assim como do mandato dos senadores. Na avaliação da emedebista, cinco anos, em vez de oito, seria prazo suficiente para o Senado Federal. Ela acredita que, nos moldes de hoje, muitos eleitos acabam se distanciando do que deveria ser a atuação parlamentar.
Ainda na esfera política nacional, Rose declarou que deverá dar o seu apoio a Ronaldo Caiado (PSD) para a Presidência da República no primeiro turno. Questionada sobre o voto no segundo turno, cujas pesquisas indicam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) como prováveis concorrentes, a emedebista preferiu não se antecipar: "Vou pensar!"
Por aqui, Rose admitiu ter ficado chateada com o presidente estadual do PSB, Alberto Gavini, que liberou os filiados do partido a votar em Fabiano Contarato (PT) como segunda opção de escolha para o Senado, considerando que o primeiro voto é para o candidato da própria legenda, Renato Casagrande (PSB). A indignação de Rose deve-se ao fato de os socialistas estarem na mesma coligação do MDB e, portanto, a indicação de segundo voto deveria ter sido para ela.
Com uma longa trajetória política, Rose de Freitas foi indagada sobre o que pode fazer de diferente, caso seja eleita. Para a candidata, não há perspectiva de mudança na forma de atuação, porque há desafios que persistem e precisam ser superados, como a duplicação da BR 262 e a concentração de assistência em saúde na Região Metropolitana, obrigando pacientes do interior a se deslocar em longos trajetos para conseguir atendimento.
Rose sustenta que o trabalho parlamentar no Congresso Nacional deve ser para buscar recursos e projetos que possam ajudar o Espírito Santo a se desenvolver e enfrentar eventuais dificuldades.
"Nem um terço desses desafios foram cumpridos como metas que eu diria prioritárias para ajudar a desenvolver o Estado. Não conseguimos ultrapassar as barreiras das condições que nos foram impostas e também não é prioridade no Brasil", pontuou.
Sobre o jeito de fazer política, hoje mais voltado às redes sociais, Rose garantiu que também vai continuar com as práticas da época em que ainda tinha mandato.
"O que importa no Congresso Nacional é o trabalho, a dedicação. Não tem outra maneira: se você não estiver nas comissões debatendo, se toda vez que o governo elaborar uma peça orçamentária e ao ler a peça você notar que não tem as prioridades do Estado, você tem que promover esse debate já com o orçamento pronto."
Uma pauta que está em discussão hoje é a do fim da escala 6x1. Rose é defensora da proposta, mas a candidata acredita que a implementação da redução da jornada deve ser gradativa, isto é, deve haver um período de transição e, ainda, ter flexibilidade para modelos diferentes conforme a atividade.
"Tem empresa que quer fazer isso em alguns setores, outros setores não podem fazer; que se estude a maneira ideal para adaptar essa nova carga horária."
Questionada sobre projetos voltados ao público feminino, Rose lembrou de propostas que apresentou durante o exercício de seus mandatos e que pretende seguir aprimorando a legislação que proteja e dê mais oportunidades às mulheres.
A emedebista, que já presidiu a Comissão de Orçamento da União no Congresso, também foi indagada sobre emendas parlamentares e a necessidade de transparência do uso dos recursos. Para ela, a destinação de recursos para municípios por meio de emendas é importante para execução de projetos, mas é crítica ao modelo de transferência especial, conhecida como "emendas Pix", classificadas por ela como absurdas.
"Quando o parlamentar é sério, ele acaba fazendo a emenda para colocar água onde precisa, reabrir o hospital que fechou, creche para as mulheres poderem trabalhar, por aí afora. Agora, essa emenda pix é um favorecimento", concluiu.
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