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Chegada com moral, quedas e redenção para 'eternizar': o início do intenso roteiro de Ceni no Flamengo

Com cerca de três meses no Rubro-Negro, Rogério Ceni superou uma barulhenta pressão após eliminações, sobretudo, e sagrou-se campeão brasileiro dentro do Morumbi...

Publicado em 26 de Fevereiro de 2021 às 06:05

LanceNet

Publicado em 

26 fev 2021 às 06:05
Crédito: Alexandre Vidal / Flamengo
Rogério Ceni chegou ao Flamengo no início de novembro de 2020, "com a permissão de Zico", para morar no Ninho do Urubu e passar por um árduo período de trabalho numa equipe marcada pela desconfiança. Já parece uma trajetória longeva, em meio a tantos acontecimentos impactantes, mas são só três meses no clube, octacampeão brasileiro sob o seu comando. Se tem algo que Ceni não pode reclamar é de ausência de adrenalina em seu roteiro. Mal chegou, o técnico já foi à beira do campo comandar o Fla diante do São Paulo, pelas quartas da Copa do Brasil. Perdeu na ida e na volta, culminando na primeira de duas quedas traumáticas. A segunda foi na Libertadores, nas oitavas e para o Racing, em um intervalo de 13 dias.
Ou seja, o início do percurso de Ceni, em menos de um mês, teve como tônica pressão da torcida e de parte do departamento de futebol do Fla, que se reuniu com o intuito de debater a permanência ou não do treinador. Rogério chegou a ter o 2º pior aproveitamento de um técnico do clube nos últimos dez anos.
O comandante esteve por um fio até o jogo contra o Goiás, dia 18 de janeiro.
- No futebol não existe garantia. É a única garantia que eu te dou. Você precisa conquistar a garantia com resultados. Os resultados são ruins perto do que esse grupo pode. A diretoria tem direito de tomar qualquer decisão. O desempenho como comportamento diário é bom, mas como resultado deixa a desejar - admitiu Ceni, após derrota para o Ceará, em casa, no Brasileiro.
Cabe lembrar que Ceni assumiu o Fla, substituindo Domènec Torrent, com cinco pontos de desvantagem para o topo, em quinto lugar, na 20ª rodada.
O duelo contra o Goiás (30ª rodada) fez o Fla virar a chave. O time engrenou nos quesitos rendimento e resultado. Nesses últimos dez jogos, foram sete vitórias, um empate e duas derrotas - sendo a última nesta quinta, para o São Paulo, com um futebol apático e destoante das partidas mais recentes.
Coletivamente, o Flamengo ainda atingiu todo o potencial do elenco, mas o time já indicar estar nos trilhos rumo à almejada "'nova era de títulos".
'ETERNIZADO' NO CLUBEApós 22 jogos, Ceni alcançou a redenção na "unha" e foi comemorar o título nacional justamente no Morumbi, palco histórico na carreira como goleiro, o seu local de "nascimento" para o futebol e onde, agora, passa a somar 15 títulos (14 quando era atleta tricolor e o do Brasileiro pelo Fla).
Na última entrevista coletiva, ainda nos corredores do Morumbi, Rogério Ceni não escondeu a sua satisfação com a taça conquistada, lembrando que passa a ficar "eternizado" na história do Flamengo, de aqui em diante.
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