Após as recentes lesões, o Botafogo precisou voltar ao mercado para encorpar o elenco visando a disputa da Série B do Brasileirão. O alvo para o sistema ofensivo está definido: Luiz Henrique, meio-campista de 22 anos do Fortaleza. Ainda não há uma proposta oficial, mas existem interesse dos dois lados para que um empréstimo até o fim do ano seja concretizado.
+ Chay e Navarro são peças fundamentais para o acesso do Botafogo à Série A
Luís Henrique foi um jogador avaliado por Enderson Moreira. O atual técnico do Botafogo teve contato com o atleta no próprio Fortaleza, na temporada passada. Foi justamente sob o comando do profissional que o atleta viveu o melhor momento no Leão.
O meio-campista chegou a contribuir com duas assistências sob o comando de Enderson Moreira ne reta final do último Brasileirão, ajudando o Fortaleza a se livrar do rebaixamento.TEMPORADA 2021: ALTOS E BAIXOSCom uma reta final de Brasileirão interessante, a promessa de que Luiz Henrique poderia ainda mais espaço no Fortaleza não aconteceu. Após a chegada de Juan Pablo Vojvoda, que substituiu justamente Enderson Moreira, o meio-campista não voltou a aparecer com frequência.
+ Botafogo faz outra proposta de renovação a Rafael Navarro
– Luiz acabou perdendo espaço com o Vojvoda por não ter tanta intensidade no momento defensivo e ser um pouco mais cadenciado na hora de atacar - completou o jornalista.
– Ele se movimenta, mas também não é um cara superdinâmico, que vai se matar marcando. Acredito que pode contribuir como um extremo sim. De lateral ele teve mais dificuldade, mas uma função mais adiantada pode facilitar - opinou Afonso.RETORNO AO RIO?Caso a transferência se confirme, Luiz Henrique voltará ao Rio de Janeiro. Isto porque o meia é cria das categorias de base do Flamengo e participou praticamente de todas as idades no Rubro-Negro. Foi lá, inclusive, que ele trabalhou com Eduardo Freeland, atual diretor de futebol do Alvinegro.
+ Botafogo afasta 'fantasma' como visitante e impõe primeira derrota do Coritiba no Couto Pereira na Série B
No clube da Gavéa, Luiz Henrique tinha uma função diferente da que exerceu no Fortaleza: mais recuado, era responsável por fazer a bola girar. Nem sempre aparecia com frequência no terço final, mas era um dos principais passadores.
– Desde o sub-17 ele mostrou qualidade, não era um meia de muitos gols mas sempre participava das tramas ofensivas, a bola sempre passava pelo pé dele. O início dele no Fortaleza me surpreendeu porque ele estava participando do ataque efetivamente, inclusive marcando gols. No Flamengo, a bola passava mais pelo pé dele para deslocar jogadas - completou.