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futebol

Jogo vertical e espaços na defesa: o saldo do Botafogo contra o Flu

Equipe titular do Alvinegro parece estar cada vez mais definido para a estreia do Campeonato Brasileiro, contra o Bahia; diante do Tricolor, equipe mostrou evolução...

Publicado em 04 de Agosto de 2020 às 06:00

LanceNet

Publicado em 

04 ago 2020 às 06:00
Crédito: Vítor Silva/Botafogo
O relógio está passando e o Campeonato Brasileiro se aproxima. O Botafogo realizou o último teste oficial no sábado passado, no empate em 1 a 1 com o Fluminense, em amistoso realizado no Estádio Nilton Santos. Semana a semana, a equipe comandada por Paulo Autuori mostra evolução em níveis do campo, mas ainda há um caminho para percorrer.
O Alvinegro estreia na competição nacional no próximo domingo, às 11h, contra o Bahia, no próprio Nilton Santos. Até lá, uma semana cheia para realizar os últimos conceitos visando a estreia. Contra o Fluminense, a equipe de Autuori teve nítida evolução nas movimentações sem bola, mas ainda peca para se defender em um pontos do campo.
A ideia de jogo é ter um ataque vertical. Autuori não fica preso a uma única estratégia - contra o Tricolor, criou chances reais a partir de triangulações e toques curtos pelo chão e também aproveitando o jogo direto com Pedro Raul, que tem 1,93m, que disputou bolas no alto com os zagueiros e tentava, de cabeça, resvalar a bola para o avanço dos pontas.
A chave são as movimentações. Praticamente todas as jogadas iniciam com Keisuke Honda ou Caio Alexandre, os responsáveis por controlarem, mesmo mais recuados, o jogo do Botafogo, e vão avançando com toques rápidos. O Alvinegro precisa de poucos passes para chegar ao terço final do campo. Enquanto um jogador tem a bola, outros dois que estão por perto se movimentam para abrir mais espaços. Bruno Nazário, em momentos da trama ofensiva, se projeta como segundo atacante. Pedro Raul também sai da área com frequência. O objetivo é mover os zagueiros adversários do lugar e deixar o ponta no 'mano a mano' com o lateral, no lado oposto ao que a bola está sendo tocada. A construção é rápida, como na do vídeo acima.
Na defesa, contudo, o Botafogo ainda convive com um "calcanhar de Aquiles". Assim como havia ocorrido no primeiro amistoso contra o Fluminense, há dois sábados, o lado direito ainda tem dificuldade para marcar o corredor inteiro - ou seja, o espaço entre o lateral e o zagueiro do setor.
Individualmente, Barrandeguy e Marcelo Benevenuto tiveram boas atuações. Em conjunto, contudo, ainda não se entenderam nesse quesito. Os dois deixam um espaço considerável entre eles mesmo - o gol de Evanílson, inclusive, foi marcado em arrancada justamente neste buraco. No flanco oposto, a entrada de Victor Luís melhorou a questão defensiva.
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