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Série de HZ

A Cultura da Divisa: como Minas Gerais influencia a cultura e a gastronomia de Baixo Guandu

Segundo episódio da série mostra como a proximidade com Minas Gerais influencia o sotaque, a culinária, a música e os costumes de Baixo Guandu
Ana Clara Teixeira

Publicado em 05 de Setembro de 2026 às 11:00

Segundo episódio da série "A Cultura da Divisa" chega a Baixo Guandu
Segundo episódio da série "A Cultura da Divisa" chega a Baixo Guandu Giovana Drumond

O segundo episódio da série “A Cultura da Divisa” vai até a fronteira entre Espírito Santo e Minas Gerais para mostrar a relação entre Baixo Guandu (ES) e Aimorés (MG). Separadas pelo Rio Doce, as duas cidades mantêm uma proximidade que vai muito além da geografia e aparece nos costumes, no sotaque, na culinária e até na rotina de quem vive na região.


Por estar próximo da cidade mineira, o município capixaba recebe influências de Minas Gerais, principalmente no jeito de falar e sotaque. Vinícios França, 32 anos, é capixaba, nascido e criado em Baixo Guandu, e conta as semelhanças com os costumes mineiros e os da população guanduense, além das diferenças culturais em relação a outras regiões do Espírito Santo.


“A gente incorpora expressões e características do sotaque mineiro sem nem perceber, como o famoso "uai" e "trem". Existe uma troca muito grande entre Baixo Guandu e Aimorés (MG), é difícil até identificar exatamente de onde veio cada expressão. Essa mistura já faz parte da nossa identidade”, destaca Vinícios. 


Vinícios ressalta que quando conversa com pessoas de outras regiões do Espírito Santo, algumas percebem o sotaque e dizem que parece ser mineiro.


“Quando vamos para regiões mais próximas do litoral. Percebemos diferenças no sotaque, na gastronomia, nas festas e até no jeito das pessoas. Baixo Guandu tem uma identidade muito própria, justamente por essa influência do interior e de Minas Gerais”, complementa Vinícios.

Rampa do Monjolo, Capela do Maquiji e Igreja matriz São Pedro
Rampa do Monjolo, Capela do Maquiji e Igreja Matriz São Pedro Vinícios França
Gastronomia

A culinária mineira também está presente no cotidiano de Baixo Guandu. Pratos como feijão tropeiro, torresmo, frango com quiabo e comidas caseiras são comuns na região. Além disso, a população guanduense consome com frequência o angu que é muito parecido com a polenta. 


O município possui muitos criadores de gado que produzem leite e utilizam desse ingrediente para fazer queijos, os doces de leite e pão de queijo.


A gastronomia de Baixo Guandu é marcada pela comida de interior e pela influência mineira. Já em outras regiões do Espírito Santo, principalmente litorâneas, há uma presença maior de frutos do mar e de pratos tradicionais do litoral.

Pratos de influência mineira
Pratos de influência mineira Shutterstock
Música, lazer e trabalho

O estilo musical em Baixo Guandu é voltado para o sertanejo, forró e música caipira, prevalecendo a forte cultura do interior na região.


Segundo Vinicius, existe uma troca cultural muito grande. O que faz sucesso em Minas Gerais chega rapidamente em Baixo Guandu, por meio de festas, artistas, rádios e das redes sociais.


Além da influência cultural, a relação entre os dois municípios também faz parte da rotina dos moradores. Os guanduenses costumam circular por Minas Gerais para trabalhar, visitar familiares, fazer compras e participar de festas e eventos. 


“O que eu mais gosto é que conseguimos aproveitar o melhor das duas culturas. Temos a identidade capixaba, mas também carregamos muitos costumes mineiros. Essa mistura aparece na comida, na música, nas festas e principalmente no jeito acolhedor das pessoas”, destaca Vinícios.

Rota Monjolo, Pedra da Galinha e Cachoeira da Água Santa
Rota Monjolo, Pedra da Galinha e Cachoeira da Água Santa Vinícios França
Assista ao vídeo e conheça Baixo Guandu

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