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Seu pet está com dor? 7 sinais que podem revelar que algo não vai bem 

Postura, alimentação, movimentação e expressões ajudam o tutor a perceber quando algo foge do padrão
Portal Edicase

Publicado em 14 de Setembro de 2026 às 18:54

Observar o comportamento dos pets pode ajudar os tutores a perceber sinais de dor e alterações na saúde (Imagem: evrymmnt | Shutterstock)
Observar o comportamento dos pets pode ajudar os tutores a perceber sinais de dor e alterações na saúde Crédito: Imagem: evrymmnt | Shutterstock

Nem sempre é fácil perceber que um cachorro ou gato está com dor ou passando por algum problema de saúde. No início, os sinais podem ser discretos e acabar sendo confundidos com mudanças comuns da rotina ou até com características da personalidade do animal. Postura, apetite, movimentação e expressões faciais estão entre os aspectos que podem revelar desconfortos.

Segundo Ana Elisa Arruda Rocha, professora do curso de Medicina Veterinária do UniCuritiba, reconhecer esses sinais é importante para favorecer o diagnóstico precoce e preservar a qualidade de vida dos pets .

“Eles não falam a nossa língua. Por isso, precisamos aprender a interpretar os sinais que se manifestam por meio das expressões faciais, da postura corporal e das mudanças de comportamento. Muitas vezes, quando percebemos algo diferente, o problema já está mais avançado do que imaginamos”, explica.

A atenção deve ser ainda maior com os gatos. Isso porque eles tendem a esconder a dor de maneira mais eficiente do que os cães. “Essa tendência de mascarar sinais é um mecanismo de defesa herdado da natureza. Nos gatos, isso é ainda mais marcante, o que torna a observação diária ainda mais importante”, afirma.

A seguir, a médica-veterinária lista 7 sinais que podem indicar dores ou doenças em cães e gatos. Confira!

1. Isolamento ou mudanças repentinas de comportamento

Um animal que normalmente procura a família e passa a se esconder ou evitar contato pode estar sinalizando que algo não vai bem. Apatia, agressividade repentina, medo excessivo, ansiedade e vocalizações incomuns também merecem atenção.

Além de problemas físicos, essas alterações podem estar relacionadas à saúde emocional. “A saúde emocional também é saúde. Hoje sabemos que ansiedade, estresse e depressão podem causar sofrimento significativo em cães e gatos e precisam ser levados a sério”, ressalta Ana Elisa Arruda Rocha.

Segundo a professora, os animais estão cada vez mais integrados à rotina familiar e podem ser impactados pelo ambiente e pelo estado emocional das pessoas com quem convivem.

2. Mudanças no apetite, no consumo de água e na rotina

Comer ou beber menos do que o habitual também pode ser um sinal de alerta. Por isso, é importante que o tutor conheça o padrão do próprio animal e observe alterações na alimentação e na ingestão de água. Mudanças na disposição, dificuldade para dormir e inquietação durante a noite também podem indicar que o pet está sentindo algum desconforto.

3. Fazer as necessidades fora da caixa de areia

No caso dos gatos , alterações no uso da caixa de areia merecem atenção especial. Urinar ou defecar fora do local habitual nem sempre é apenas uma questão comportamental.

“Quando um gato começa a urinar ou defecar fora da caixa, isso pode indicar diversos problemas de saúde e não deve ser interpretado apenas como um problema comportamental”, explica a veterinária.

4. Alterações na postura e na movimentação

A forma como o animal se posiciona e se movimenta também pode revelar dor. Nos cães, olhar mais triste, orelhas baixas, corpo arqueado e resistência para se movimentar são alguns dos sinais que podem indicar que algo está errado.

Se o pet passa a evitar atividades que antes fazia normalmente ou demonstra dificuldade para se movimentar, a mudança não deve ser ignorada.

Lamber uma região repetidamente pode indicar desconforto (Imagem: CandyRetriever | Shutterstock)
Lamber uma região repetidamente pode indicar desconforto Crédito: Imagem: CandyRetriever | Shutterstock

5. Lambedura excessiva e alterações na pelagem

Lamber insistentemente uma região específica do corpo pode ser uma tentativa do animal de aliviar algum incômodo. Mudanças na qualidade da pelagem e queda de pelos também estão entre os sinais físicos que merecem observação. O mais importante é perceber quando esses comportamentos fogem do padrão habitual do pet .

6. Mudanças nas expressões faciais

O rosto do animal também pode fornecer pistas. Olhos semicerrados e alterações na posição das orelhas, por exemplo, podem estar associados a dor ou desconforto.

Nos gatos, alguns sinais são particularmente sutis. Orelhas voltadas para os lados, pupilas dilatadas, bigodes tensionados, corpo retraído, cabeça rígida e cauda balançando intensamente podem indicar desconforto.

“Os gatos costumam ficar mais quietos quando sentem dor. Muitas vezes, o responsável interpreta isso apenas como um comportamento normal ou uma característica da personalidade do animal”, comenta Ana Elisa Arruda Rocha.

7. Respiração mais ofegante

Alterações na respiração também precisam ser observadas. Uma respiração mais ofegante do que o habitual, especialmente quando ocorre sem uma causa evidente, pode ser uma manifestação de dor ou desconforto.

Nesse caso, assim como nos demais sinais, é importante considerar o comportamento habitual do animal e procurar orientação profissional diante de mudanças.

Quando levar o pet ao veterinário?

De acordo com Ana Elisa Arruda Rocha, qualquer alteração significativa no padrão habitual do animal merece investigação. Isso vale tanto para sintomas físicos quanto para mudanças emocionais e comportamentais.

“Se o responsável percebeu algo diferente, vale procurar atendimento veterinário. Como cães e gatos escondem os sinais de doença, quando alguma alteração se torna perceptível, geralmente já existe alguma condição em desenvolvimento”, alerta.

Ansiedade intensa, agressividade repentina, tristeza persistente e alterações importantes de comportamento também devem ser avaliadas por um profissional .

“Quanto mais cedo identificarmos um problema, maiores são as chances de tratamento e de recuperação. Observar o animal diariamente continua sendo uma das principais ferramentas para preservar a saúde e o bem-estar dos pets “, conclui a especialista.

Por Jennifer Koppe

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