Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Motor
  • Primeiro bimestre de 2023 segue com alta na produção e na venda de automóveis no Brasil
Reaquecimento continua

Primeiro bimestre de 2023 segue com alta na produção e na venda de automóveis no Brasil

De acordo com o levantamento da Anfavea, mesmo com o mês começando "engatinhando", o reaquecimento do mercado permanece como o esperado pela associação no começo do ano

Publicado em 06 de Março de 2023 às 15:02

Eduarda Moro

Publicado em 

06 mar 2023 às 15:02
Um bom pós-venda deve ser prioridade do mercado automotivo
Mesmo sem aumentos expressivos no mercado, perspectiva é de reaquecimento da indústria automotiva brasileira para este ano Crédito: Freepik
O primeiro bimestre de 2023 registrou a tendência de crescimento de vendas de automóveis no Brasil, mesmo ainda com  a restrição da falta de componentes e das altas taxas de juros, limitando o crédito. Ao todo, foram 272,8 mil emplacamentos. Isso significa um aumento de 5,4% de vendas de automóveis em comparação aos primeiro dois meses de 2022. 
Para o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (6), o mês de fevereiro foi bastante atípico no crescimento das vendas, já que tradicionalmente, é um mês curto, por conta do carnaval, e houve, ainda as enchentes causadas pelas fortes chuvas no litoral paulista, ou seja, esperava-se um crescimento menor ou manutenção das vendas em relação a janeiro.
A principal aposta de reaquecimento da indústria automotiva continua sendo os carros eletrificados, que registraram 8,8 mil unidades emplacadas, 45% maior comparado ao mesmo período de 2022. Pela evolução do bimestre, a associação aposta em crescimento desse tipo de tecnologia em 40% no ano.

O que esperar?

O número de produção de veículos em fevereiro também cresceu: 5,6% em relação a janeiro, com 161,2 mil unidades produzidas. No entanto, esse aumento foi limitado, em virtude da restrição da oferta de suprimentos, que continua a ser uma constante no setor, uma vez que não houve a normalização da fabricação desses componentes. Diante desse cenário, os representantes da associação demonstraram preocupação, mas acreditam na mudança do cenário econômico ao longo do ano.
“Não podemos esperar para promover a reindustrialização e condições para a retomada no mercado, principalmente pelas questões relacionadas a crédito e taxas de juros, IOF, garantia e retomada de bens”, frisa Márcio.
Por conta de fevereiro ser um mês menor, com menos dias de trabalho, as vendas mensais de caíram 9% no período, vendendo somente 129,9 mil unidades, em comparação a 142,9 mil unidades vendidas em janeiro. Os caminhões sofreram uma perda ainda maior: -22,5%, com 8,1 mil vendas. Por outro lado, os ônibus tiveram alta nos emplacamentos: 13% em fevereiro, com 1,9 mil unidades vendidas.

Otimismo sempre

Retomando os fatores que caracterizam o começo do ano um momento sem expressivos aumentos no número de produção e venda no mercado automotivo, o presidente da Anfavea demonstrou otimismo com o reaquecimento da indústria, principalmente no que diz respeito ao processo de descarbonização no país.

70 mil automóveis

com novas tecnologias de propulsão comercializados em 2023.
Essa é a projeção da associação. Isso, porque, já no primeiro bimestre de 2023, embora a venda de automóveis elétricos e híbridos tenha caído 4,4%, a associação prevê que a tendência do mercado é a recuperação.
Outro destaque são as exportações: por conta do faturamento de caminhão ter um custo maior por unidade, o valor das exportações aumentou em 33%. Contudo, a venda de veículos para fora do país não foi tão acentuada, tendo um aumento leve de 3,8%, passando de 33 mil para 34,3 mil carros vendidos.
Márcio Leite, entretanto, vê o cenário com otimismo: “O último dado que temos é para um crescimento desse mercado em torno de 11%, podendo chegar até 420 mil unidades até o final do ano”, observa, por entender que Brasil e Argentina podem estreitar ainda mais a parceria comercial, assim como com o México, que vem ganhando atratividade na economia internacional.

Flex em pauta

No encontro virtual, o presidente da associação também trouxe como destaque o marco de 20 anos do lançamento do veículo Flex Fuel no Brasil.
“É o que permite que nosso mercado gire em torno de 30% de álcool/etanol nos postos de gasolina. O que é uma vantagem gigantesca quando falamos de processo de descarbonização”.
Foram 40 milhões de veículos produzidos com essa tecnologia, correspondente a 85% dos automóveis e comerciais leves que circulam no país. O mercado brasileiro também se firmou como a maior frota do mundo com potencial, graças à tecnologia desenvolvida pela engenharia brasileira de baixo custo.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Por que restaurantes estão acabando com as gorjetas nos EUA
Carreta tomba no km 183,8 da BR 101, em Aracruz
Carreta tombada interdita parte de pista da BR 101, em Aracruz
Maioria do eleitorado capixaba ouvido em pesquisa reprova gestão do presidente petista.
Quaest: 53% dos eleitores do ES desaprovam governo Lula; 41% aprovam

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados