Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • O Brasil passa por um desmonte de conquistas
Arlindo Villaschi

O Brasil passa por um desmonte de conquistas

Neste século, foi estabelecida estratégia de crescimento do país baseada na ampliação da demanda interna - via programas sociais - e inserção na geopolítica mundial

Publicado em 16 de Março de 2018 às 17:00

Públicado em 

16 mar 2018 às 17:00

Colunista

O processo de construção do progresso econômico é lento e demanda atenção para restrições e possibilidades. Restrições e possibilidades tanto internas quanto as que emergem da situação internacional.
No século XX, restrições externas à industrialização no Brasil motivaram ações políticas internas nos governos Vargas, que resultaram, por um lado, na criação de empresas públicas voltadas para a exploração de recursos naturais – como a Vale e a Petrobras. Por outro, no estabelecimento de uma estrutura de financiamento de longo prazo voltada para a infraestrutura e para o fortalecimento do empresariado nacional, tendo o BNDES à frente.
Desmonte acelerado de conquistas sociais, econômicas e tecnológicas que Executivo e Parlamento ilegítimos fazem para privilegiar interesses de poucos que muito ganham com a especulação financeira
O passo seguinte foi dado por JK, que buscou atrair empresas estrangeiras para, junto àquelas de capital nacional, ampliar a base industrial do país. No governo Geisel, a ampliação voltou-se tanto para a substituição de importações quanto para a diversificação das exportações.
Substituição e ampliação que sofreram críticas e restrições de organismos multilaterais – como o Banco Mundial e o FMI. Críticas e restrições que foram respondidas com ações estratégicas na produção de bens intermediários – como produtos siderúrgicos e celulose; bem como no estabelecimento de bases para o desenvolvimento tecnológico na agricultura, na exploração de petróleo e na produção da aviões, entre outras áreas.
No século XXI, foi estabelecida uma estratégia de crescimento baseada na ampliação da demanda interna – via programas de inclusão social - e de inserção diferenciada do Brasil na geopolítica mundial. Inserção diferenciada que contou com o BNDES e com capacitações internas voltadas para inovações de ponta. Entre as capacitações internas baseadas em inovações tecnológicas, tem merecido destaque internacional Embrapa, Fiocruz, Cenpe/Petrobras e Embraer.
As políticas estabelecidas a partir de 2016 têm sido de desmonte acelerado de conquistas feitas ao longo de décadas. Conquistas sociais – como o congelamento por 20 anos da ampliação de serviços de saúde, educação e assistência social. Conquistas tecnológicas – como a entrega a empresas estrangeiras de muito que foi feito com recursos financeiros brasileiros e talento de pessoas em áreas como a exploração de gás e petróleo no pré-sal e como a aviação comercial.
Desmonte acelerado de conquistas sociais, econômicas e tecnológicas que Executivo e Parlamento ilegítimos fazem para privilegiar interesses de poucos que muito ganham com a especulação financeira.
*O autor é professor de Economia
 

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

As eleições presidenciais continuam em aberto: cadê a terceira via?
Aniversário de 80 anos de Nelson Ferlin
Nelson Ferlin celebra 80 anos com festa em família em Vila Velha
Unidade da Audionova inaugurada em 2024 em São Paulo
Multinacional suíça anuncia compra de empresa capixaba

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados