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Desdobramentos

Suspeito de matar jovem em disputa entre grupos de agiotagem é preso em Vitória

Homem de 33 anos foi localizado em um bar na Ilha das Caieiras; outros dois suspeitos já haviam sido presos pelo crime ocorrido em janeiro de 2025, no bairro São Pedro

Publicado em 25 de Agosto de 2026 às 11:40

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 ago 2026 às 11:40
Suspeito de matar jovem em disputa entre grupos de agiotagem é preso em Vitória
Suspeito de matar Júlio Cesar (destaque) em disputa entre grupos de agiotagem é preso em Vitória Reprodução

A Polícia Civil prendeu mais um suspeito de envolvimento no assassinato de Júlio César Carlos da Rocha, de 28 anos, ocorrido em janeiro de 2025, no bairro São Pedro, em Vitória. Na ocasião, uma amiga da vítima, que estava com o filho de 6 anos no local, também foi baleada ao entrar na frente dos disparos para proteger a criança.


O homem, de 33 anos, que não teve o nome divulgado, foi localizado em um bar na Ilha das Caieiras, na Capital. Policiais da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória cumpriram um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça contra ele.


Durante a ação, os policiais apreenderam um aparelho celular que estava com o suspeito. Ele também portava a chave de um veículo estacionado nas proximidades. O homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias e a motivação do homicídio.


Em setembro do ano passado, a corporação informou que dois homens já haviam sido presos por envolvimento no crime. As investigações apontaram que a vítima e o atirador, identificado como Douglas Jesus de Oliveira (foto abaixo), pertenciam a grupos rivais que praticavam agiotagem na região da Grande São Pedro e haviam se desentendido.

Douglas Jesus de Oliveira
Douglas Jesus de Oliveira Polícia Civil

Questionada sobre a nova prisão, a Polícia Civil informou que, durante o andamento das investigações, foi identificado mais um suspeito de participação no crime - detido na segunda-feira. Os outros dois envolvidos permanecem presos.

Dinâmica do crime

Quando divulgou as primeiras prisões, o delegado George Zan informou que Júlio e Douglas faziam parte de grupos rivais envolvidos com a prática de agiotagem. Segundo as investigações, um desentendimento relacionado à atuação dos grupos na região teria motivado o crime.


"A vítima trabalhava para um desses grupos e o autor tem relação com o grupo rival. Eles tiveram um desentendimento na questão da dominância da prática de agiotagem na região”, explicou o delegado George Zan, na época. 


Na noite de 18 de janeiro de 2025, Douglas teria ido de moto até a região acompanhado de um comparsa e parado a duas ruas de distância da casa da vítima. Em seguida, desceu do veículo e seguiu a pé até o imóvel de Júlio, conforme mostraram imagens de uma câmera de segurança (veja acima).


Ao perceber que poderia ser baleado, Júlio correu para dentro da residência, assim como a criança de 6 anos. O suspeito, segundo a investigação, foi atrás. Na tentativa de proteger o filho, a mãe da criança entrou na frente dos disparos e acabou baleada. Júlio também foi atingido e não resistiu aos ferimentos.


Após o crime, o suspeito fugiu correndo e, em seguida, encontrou o comparsa, que o aguardava em uma motocicleta.


Segundo as investigações, Douglas atuava com um grupo de agiotagem e também trabalhava como barbeiro — tinha, inclusive, três estabelecimentos. Na casa dele, no dia da prisão, a polícia encontrou até uma máquina de contar dinheiro. 
Exame após apreensão de arma
Arma apreendida com suspeito de matar Júlio César Carlos da Rocha
Arma apreendida com suspeito de matar Júlio César Carlos da Rocha Divulgação | Polícia Civil
Três dias após o crime, um homem foi preso no bairro Redenção, na mesma região, com uma pistola de calibre 9 mm, o mesmo calibre da arma utilizada na execução de Júlio César. Uma característica desse preso também chamou a atenção: ele tinha uma deficiência na perna, a mesma da pessoa que aparecia no vídeo da câmera de segurança que flagrou o atirador. 

A polícia solicitou um exame para comparar a arma apreendida no bairro Redenção com as cápsulas do dia do crime, e o resultado foi positivo.

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