O primeiro passo antes de fazer bolo ou pão normalmente é checar se o armário está abastecido com farinha de trigo. Sem o item, fica mais difícil prosseguir com aquela receita e conseguir que o alimento fique fofinho e macio, mas essa qualidade final pode esconder alguns perigos.
O uso excessivo da farinha de trigo não é recomendado e existem alternativas para a substituição do item nas receitas, segundo informou a nutricionista Roberta Larica, comentarista do quadro Boa Mesa CBN, em entrevista ao jornalista Mário Bonela, apresentador do programa CBN Cotidiano, da CBN Vitória. Confira a entrevista na íntegra:
Boa Mesa CBN - Conheça os diversos tipos de farinha e seus efeitos ao organismo
Roberta Larica explicou que a farinha é obtida após um processamento e é aí que está o perigo. A nutricionista explicou a importância do ingrediente na elaboração de receitas, mas lembrou que um equilíbrio na dieta exige variação de alimentos, como o item.
"A farinha é responsável por dar liga e crocância aos biscoitos, por exemplo. Deixa o bolo fofinho e dá uma elasticidade aos pães. Esse glúten está presente principalmente na farinha de trigo, que é a mais usada, a mais comum"
De acordo com a nutricionista, o alto consumo da farinha branca refinada representa um problema para a saúde. Ela afirma que o alimento tem um processamento em fábrica, que faz com que o item perca características importantes e sofra prejuízo nas vitaminas. "Farinhas brancas, como amido de milho, polvilho e farinha de arroz, são basicamente carboidratos", disse.
Mas, se o processamento significa perda de nutrientes, por qual motivo é feito o refinamento em fábrica? Roberta Larica explica que, apesar dos prejuízos à saúde, o material final da indústria dá mais facilidade para o consumidor. É como cozinhar ou preparar algo na cozinha com um ingrediente mais eficaz.
"As alterações na fábrica são voltadas para o consumidor. Refinar torna o bolo e o pão, por exemplo, produtos melhores. Por isso, a farinha branca está na mesa dos brasileiros. Precisamos repensar o uso", ressaltou.
ALTERNATIVAS MAIS SAUDÁVEIS
Antes trocar a farinha branca refinada por outra no prato, Roberta Larica explica que é preciso avaliar a melhor opção, já que cada uma tem características específicas. Portanto, segundo ela, não é uma simples substituição que vai fazer a diferença na saúde.
A especialista alerta ainda para o preço, pois as farinhas de aveia e arroz, por exemplo, tidas como mais saudáveis, costumam ter preços mais elevados. Segundo a nutricionista, o que se paga vale a pena no quesito saúde.
"A variação no uso das farinhas traz benefícios para a saúde. São diferentes nutrientes colocados no corpo humano. A proposta é essa, o prato equilibrado tem uma variedade", comentou.