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Abrindo Baú

Leonardo Bahia abre seu baú para a Revista.AG

O mineiro, que escolheu Vitória para viver, faz sucesso com sua galeria de arte pela Ilha, e dividiu mais sobre sua carreira através de lembranças e memórias

Publicado em 17 de Maio de 2019 às 17:41

Guilherme Sillva

Publicado em 

17 mai 2019 às 17:41
Abrindo o baú Crédito: Carlos Alberto Silva
Há nove anos, o mineiro Leonardo Bahia Diniz, 58 anos, escolheu Vitória para viver. E é aqui na ilha que ele tem feito sucesso com a sua galeria, a Léo Bahia Arte Contemporânea, atualmente com a exposição “O grande vizinho”, do artista visual Rodrigo Zeferino. “A proposta da galeria é trabalhar com artistas novos, em início de carreira e com artistas consagrados, mas ‘esquecidos’ pelo sistema das artes. A proposta é continuar o trabalho interrompido em Belo Horizonte (BH), só que aqui”, conta. Formado em Contabilidade, Administração de Empresas e Economia, com pós-graduação em Gestão de Recursos Humanos e em Gestão Cultural, ele atuou em grandes empresas. Em 1998, decidiu deixar sua área de formação para tornar-se sócio da Galeria Circo Bonfim, em BH.
“Antes de virar galerista já tinha me tornado um colecionador. Foi com a galeria que participei da primeira feira internacional, a Feira de Lisboa”, lembra. Dois anos depois montou a sua própria galeria com a mesma proposta, além de resgatar nomes que estavam esquecidos, como Maria Helena Abdré e Marília Giannetti Torres, ambas aluna de Guignard e que participaram do movimento concretista brasileiro. Com esse movimento, ele transforma o mercado de artes de Minas. “Representar um artista não é somente tê-lo dentro do seu quadro de artistas, mas fazer exposições coletivas, individuais, colocá-lo em boas coleções, participar de feiras internacionais, auxiliar na produção de publicações importantes. É trabalhar junto”, conta Leo, que cuida de casa, assiste filmes e é apaixonado pela leitura e pelas praias capixabas. “Recentemente conheci a praia de Santa Cruz, um lugar tão lindo. Nunca mais saio daqui e nem vou em outras praias, é apaixonante.”
Abrindo o baú Crédito: Carlos Alberto Silva
Última obra da coleção
É a fotografia do Rodrigo Zeferino que agora expõe na galeria. Não considero minha coleção como um investimento, mas um ajuntamento de afetos. E coleciono de tudo. Gosto da história que os objetos carregam com eles.
Abrindo o baú Crédito: Carlos Alberto Silva
Orgulho
Colocar o meu nome na galeria é dizer como você é. É como dizer publicamente seus valores e sua crença. É garantir que o que está em jogo é seu nome que é o único seguro que o galerista tem de mais certo.
Abrindo o baú Crédito: Carlos Alberto Silva
Não dou, não vendo e não troco
A Medalha do Museu Guimarães Rosa. Tenho outras medalhas conferidas pelo governo de Minas, mas tenho muito orgulho dessa. Gostaria que meu pai pudesse ter me visto a recebendo.
Abrindo o baú Crédito: Carlos Alberto Silva
Não vivo sem
O passaporte. Meu pai ensinou que a única coisa que é verdadeiramente seu é o conhecimento, a cultura. Viajar, para mim, nunca foi comprar, mas ver exposições, ir a museus, balés, teatros e concertos.
Abrindo o baú Crédito: Carlos Alberto Silva
Guardo com carinho
As alianças representam o compromisso que eu tenho comigo em contribuir para a felicidade do outro. Estar em um relacionamento é muito mais que uma presença física. É parceria, cumplicidade, crescer juntos. É um suportar o outro.

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