Uma saca de café especial produzido em Pedra Menina, na região do Caparaó, foi vendida a R$ 13,2 mil, no sábado à noite, no leilão ao final do concurso promovido pela Associação de Produtores Rurais de Pedra Menina (Aprupem) entre os seus sócios. Foi a segunda edição do “Conexão Caparaó”, que em 2017 havia atingido a marca de R$ 2.850,00 pela saca vencedora.
O comprador da saca produzida por Greciano Lacerda foi um consórcio formado por duas empresas de Poços de Caldas (MG): Burgeon Coffee e Bourbon Cafés Especiais. “O café especial do Caparaó vai se consolidando como o melhor café do Brasil”, disse o secretário de Planejamento de Dores do Rio Preto, Francimar Pinheiro.
Participaram do concurso 27 produtores, cada um com uma saca de café especial. No final, o leilão dos dez primeiros colocados rendeu R$ 32.850,00.
Os produtos foram avaliados por um júri de alto nível: Martin Hudak, campeão internacional de baristas; Georgia Franco de Souza, proprietária da Lucca Cafés Especiais do Paraná; Irapuan Marcondes, proprietário da Stella Café-SP; Alexandre Emerich, produtor de cafés especiais de Alto Caparaó-MG; Jhone Lacerda, produtor de cafés especiais de Espera Feliz-MG; Elias Generoso, representante da Bourbon Cafés Especiais de Poços de Caldas-MG; Thiago Borba, proprietário da Burgeon Coffee de Poços de Caldas-MG.
De acordo com especialistas, esse café arrematado pelos mineiros deverá ser exportado. "Uma xícara de cafezinho, vendida em cafeterias de alto luxo do exterior, deverá custar algo em torno de R$ 25", comentou o secretário Francimar Pinheiro.