Dias após o nascimento do segundo filho, Stephany Pim teve mastite, que é uma inflamação nas mamas. Em entrevista à A GAZETA, ela contou que começou a sentir uma dor muito intensa. "Era uma dor tão grande que a minha mama direita começou a inchar sem parar, a ponto de parecer que ia explodir. Dias depois, parecia até que a prótese tinha encapsulado. Já no hospital, esse era o quadro: parecia uma inflamação de mastite, que costuma ocorrer pela lactação, mas eu tive uma hiperlactação", contou.
A Miss ES teve uma infecção bcateria eprecisou ser internada na UTI. "Fui operada às pressas porque estava à beira de uma sepse, uma infecção generalizada. Eu estava com uma bomba-relógio".
A mastite é uma inflamação nas mamas que pode ocorrer com ou sem infecção associada. Embora seja mais frequente durante a amamentação, também pode afetar mulheres fora desse período e, em casos mais raros, homens também.
"É um processo inflamatório agudo ou crônico do tecido mamário, de causas diversas e na maioria das vezes de etiologia bacteriana. Clinicamente, observamos sinais de inflamação como dor, calor e vermelhidão, de intensidade variada, podendo evoluir para casos mais complicados como abscessos e infecções sistêmicas", explica a mastologista Karolline Coutinho Abreu Vilela, da Rede Meridional.
As mastites são classificadas em dois grupos: as lactacionais e as não lactacionais. "A mastite lactacional é aquela que ocorre no puerpério e está relacionada ao processo de amamentação. Frequentemente surge nas primeiras quatro a seis semanas após o nascimento, relacionadas a fatores como o desequilíbrio inicial na produção/ oferta do leite (adequação das mamadas), dificuldade na pega do bebê, contaminação através de machucados/ feridas no mamilo (fissuras)", diz a médica. É importante destacar também fatores como cirurgias redutoras prévias, tabagismo e uso inadequado de faixas ou sutiãs compressivos.
A causa mais comum da doença é a relacionada ao processo da amamentação e com a presença de agente bacteriano. "Tabagismo, colocação de piercing, traumas e feridas também podem estar relacionados".
A doença costuma se manifestar por meio de sintomas como: dor, calor, vermelhidão, edema cutâneo, inchaço local e presença de ínguas. "Nos casos mais complicados, observamos sinais sistêmicos como febre, desânimo e taquicardia".
O tratamento da doença está ligado ao agente causador e à sua gravidade. Podem ser necessários a correção do manejo da amamentação, o controle da dor, o uso de antibióticos quando indicado e a drenagem de abscesso. "Em geral, a amamentação pode e deve ser mantida, conforme tolerância e orientação clínica", reforça a médica.