Durante participação no programa ‘Encontro com Patrícia Poeta’, o cantor Diogo Nogueira revelou que está em tratamento para recuperar a voz após ser diagnosticado com uma laringite bacteriana.
“[A candidíase] é completamente diferente do que acontece com as mulheres. Todos nós temos candidíase. Só que, quando a nossa imunidade abaixa num certo ponto, ela ataca em outros lugares. Pode dar debaixo das axilas, pode dar nas amígdalas, pode dar na corda vocal. E o meu atingiu diretamente a minha laringe”, explicou.
Diogo contou que tem realizado exercícios e utilizado um aparelho para auxiliar na recuperação da elasticidade da voz. “Estou com um aparelho aqui que você puxa o ar e assopra pra poder ajudar a dar elasticidade à corda vocal. Por isso que eu estou com essa voz grossa”, falou.
A 'candidíase' nas cordas vocais é uma infecção por fungos que acomete as pregas vocais, especificamente o fungo Candida (geralmente Candida albicans). "Nas mulheres, a candidíase tende a se desenvolver no órgão sexual, no entanto, o fungo pode se tornar patológico em outros locais do corpo e aparecer em outras áreas do corpo como nas cordas vocais, e também na região da faringe e da boca, sendo na boca a condição conhecida também popularmente como 'sapinho'", explica otorrinolaringologista Gustavo Polacow Korn, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).
A donça geralmente ocorre em pessoas com alteração da imunidade, porém um fator de risco é o uso de medicação inalatória à base de corticoides, e o uso de antibióticos também pode predispor a essa infecção.
O médico explica que no caso das pregas vocais, o principal sintoma é a alteração vocal. "Como rouquidão, dificuldade ou cansaço para falar, como também desconforto na região da garganta e em alguns casos desconforto ou dor ao engolir", diz Gustavo Polacow Korn.
O tratamento é realizado através de anti-fungicos. "É importante a avaliação da laringe e de todo o trato vocal, que é realizada na consulta médica por meio de dois exames para a avaliação: a nasofibrolaringoscopia, uma fibra flexível colocada por uma das narinas que vai até a região das cordas vocais, e a telelaringoscopia, que é uma ótica rígida que é colocada pela boca e também permite a visualização das cordas vocais", finaliza o médico.