Quando não é tratada, a doença pode evoluir para quadros mais graves. "O acúmulo de gordura pode levar à inflamação do fígado e, em alguns casos, evoluir para cirrose, uma condição com complicações importantes. Além disso, a gordura no fígado está associada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC)", alerta Casotti.
O tratamento é baseado principalmente na mudança do estilo de vida. A perda de peso, quando necessária, a prática regular de atividade física, uma alimentação equilibrada, o controle do diabetes e do colesterol, além da redução ou eliminação do consumo de bebidas alcoólicas, são medidas fundamentais para controlar a doença.
"Em alguns casos, o tratamento medicamentoso também pode ser indicado. Por isso, a avaliação médica é indispensável para identificar o estágio da doença, tratar os fatores de risco e definir a melhor estratégia para cada paciente", reforça Carolina.
Sem tratamento, a esteatose hepática pode evoluir para inflamação do órgão, conhecida como esteato-hepatite, e provocar fibrose, que é a formação de cicatrizes no tecido hepático. Em situações mais graves, pode levar à cirrose, insuficiência hepática e até ao câncer de fígado.
Além disso, estudos mostram que pessoas com gordura no fígado apresentam maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Entre os principais fatores de risco estão obesidade, excesso de gordura abdominal, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, colesterol elevado, triglicerídeos altos, sedentarismo e histórico familiar da doença. A idade avançada também aumenta a probabilidade de desenvolvimento do problema.
A boa notícia é que, principalmente nos estágios iniciais, a gordura no fígado pode ser revertida. O tratamento é baseado, sobretudo, na adoção de hábitos saudáveis.
"A perda de peso gradual, a prática regular de atividade física e uma alimentação equilibrada são as medidas mais eficazes para reduzir a gordura acumulada no fígado. Também é fundamental controlar doenças associadas, como diabetes, hipertensão e alterações do colesterol", orienta Fátima Sobral.
Segundo a especialista, o diagnóstico precoce faz toda a diferença para evitar a progressão da doença e preservar a saúde do fígado. "Muitas vezes, pequenas mudanças de hábitos são capazes de promover uma melhora significativa do quadro. Por isso, a prevenção e o acompanhamento médico são fundamentais", diz Fátima Sobral.
A prevenção continua sendo a melhor forma de evitar complicações. Adotar hábitos saudáveis e realizar exames de rotina são atitudes que contribuem para o diagnóstico precoce e aumentam as chances de impedir a progressão da doença