O câncer de pele é o tipo de tumor mais frequente no Brasil e responde por cerca de 30% de todos os diagnósticos no país. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 220 mil novos casos surgem a cada ano, e a maior parte está ligada à exposição solar sem proteção adequada. A boa notícia é que ele geralmente tem um alto índice de cura (acima de 90%) se for diagnosticado e tratado precocemente, e a sua letalidade é baixa em comparação com outros tipos.
São grandes grupos de cânceres de pele: o melanoma e o não melanoma. Os não melanomas são representados, principalmente, pelo carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. Estes dois juntos respondem por 95% de todos os cânceres de pele e o melanoma por 3 a 5%. Entretanto, o melanoma, por ser mais agressivo, é responsável por 40% de todas as mortes por câncer de pele no Brasil.
"O grupo não melanoma se apresenta como uma 'feridinha' que não cicatriza, forma crosta que se desprende e sangra com facilidade, às vezes se assemelha a uma 'cabeça de alfinete' no seu início. O melanoma é semelhante a uma 'pinta' ou 'sinal' de coloração enegrecida, muitas vezes com mais de uma cor, bordas irregulares, assimétrica e de crescimento rápido", explica o dermatologista Ricardo Tiussi.
A exposição solar acumulada ao longo da vida é um dos principais fatores causais, principalmente quando levamos aquela 'queimada' de sol durante atividades recreativas ao ar livre. "Este dano ao DNA das células vai se acumulando e pode causar câncer de pele, geralmente na idade adulta. A história familiar da doença é outro fator, além da pessoa possuir pele clara, olhos azuis e cabelos loiros ou ruivos. A pele clara é mais propensa ao dano cutâneo causado pela radiação UVA e UVB do Sol", diz o médico.
Feridas que não cicatrizam por mais de quatro semanas, principalmente nas áreas expostas ao sol, como face, couro cabeludo, colo, antebraços e pernas chamam atenção para o tipo de câncer do grupo não melanoma. Em relação ao melanoma, ficar atento às 'pintas' que mudam de cor ou formato, cresceram relativamente rápido ou que surgiram de forma repentina.
Medidas eficazes de prevenção incluem: usar protetor solar todos os dias, mesmo em dias nublados ou dentro do carro e reaplicá-lo a cada duas ou três horas; preferir os com FPS (fator de proteção solar) maiores que 30; proteger-se com barreiras físicas como chapéus de aba larga, bonés, óculos escuros e roupas com proteção UV; evitar o sol entre 10 horas e 16 horas, quando a radiação ultravioleta é mais intensa. Lembrar que o dano solar é cumulativo ao longo da vida e que a prevenção deve ser constante.