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Resultados favoráveis

Nova vacina de mRNA pode impedir o retorno do câncer de pele

O tratamento combina o imunoterápico Keytruda com uma vacina de RNA mensageiro feita sob medida a partir das mutações genéticas do tumor de cada paciente

Publicado em 27 de Agosto de 2026 às 14:20

Agência FolhaPress

Publicado em 

27 ago 2026 às 14:20
Câncer de pele
Câncer de pele é um dos tipos de câncer mais comuns no Brasil  Shutterstock
Os laboratórios farmacêuticos americanos MSD (conhecido como Merck nos Estados Unidos e no Canadá) e Moderna anunciaram, nesta quarta-feira (19), resultados favoráveis na fase final dos ensaios clínicos de seu tratamento experimental com RNA mensageiro contra o câncer de pele, direcionado a pacientes com melanoma em estágio avançado.

"Trata-se da primeira leitura de resultados positivos de uma fase 3 (...) para uma terapia contra o câncer baseada em mRNA", disseram em um comunicado conjunto.

O ensaio ainda está em andamento, mas os resultados preliminares mostraram que o tratamento, conhecido como Intismeran, atingiu tanto o objetivo primário de reduzir a recorrência do câncer quanto o objetivo secundário de impedir que a doença se espalhasse para outras partes do corpo.

O tratamento combina o imunoterápico Keytruda com uma vacina de RNA mensageiro feita sob medida a partir das mutações genéticas do tumor de cada paciente. O ensaio reuniu 1.137 pacientes de alto risco com melanoma em estágios 2B a 4, já operados. Nenhum novo alerta de reação adversa foi relatado.

Em janeiro, um estudo de fase intermediária já havia mostrado redução de 49% no risco de recorrência ou morte após cinco anos. Os novos dados serão apresentados em um congresso médico e enviados a autoridades regulatórias.

O melanoma é a forma mais letal de câncer de pele.
Câncer de pele

O câncer de pele é o tipo de tumor mais frequente no Brasil e responde por cerca de 30% de todos os diagnósticos no país. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 220 mil novos casos surgem a cada ano, e a maior parte está ligada à exposição solar sem proteção adequada. A boa notícia é que ele geralmente tem um alto índice de cura (acima de 90%) se for diagnosticado e tratado precocemente, e a sua letalidade é baixa em comparação com outros tipos.


São grandes grupos de cânceres de pele: o melanoma e o não melanoma. Os não melanomas são representados, principalmente, pelo carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. Estes dois juntos respondem por 95% de todos os cânceres de pele e o melanoma por 3 a 5%. Entretanto, o melanoma, por ser mais agressivo, é responsável por 40% de todas as mortes por câncer de pele no Brasil. 


"O grupo não melanoma se apresenta como uma 'feridinha' que não cicatriza, forma crosta que se desprende e sangra com facilidade, às vezes se assemelha a uma 'cabeça de alfinete' no seu início. O melanoma é semelhante a uma 'pinta' ou 'sinal' de coloração enegrecida, muitas vezes com mais de uma cor, bordas irregulares, assimétrica e de crescimento rápido", explica o dermatologista Ricardo Tiussi.


A exposição solar acumulada ao longo da vida é um dos principais fatores causais, principalmente quando levamos aquela 'queimada' de sol durante atividades recreativas ao ar livre. "Este dano ao DNA das células vai se acumulando e pode causar câncer de pele, geralmente na idade adulta. A história familiar da doença é outro fator, além da pessoa possuir pele clara, olhos azuis e cabelos loiros ou ruivos. A pele clara é mais propensa ao dano cutâneo causado pela radiação UVA e UVB do Sol", diz o médico.


Feridas que não cicatrizam por mais de quatro semanas, principalmente nas áreas expostas ao sol, como face, couro cabeludo, colo, antebraços e pernas chamam atenção para o tipo de câncer do grupo não melanoma. Em relação ao melanoma, ficar atento às 'pintas' que mudam de cor ou formato, cresceram relativamente rápido ou que surgiram de forma repentina.


Medidas eficazes de prevenção incluem: usar protetor solar todos os dias, mesmo em dias nublados ou dentro do carro e reaplicá-lo a cada duas ou três horas; preferir os com FPS (fator de proteção solar) maiores que 30; proteger-se com barreiras físicas como chapéus de aba larga, bonés, óculos escuros e roupas com proteção UV; evitar o sol entre 10 horas e 16 horas, quando a radiação ultravioleta é mais intensa. Lembrar que o dano solar é cumulativo ao longo da vida e que a prevenção deve ser constante.

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