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Sistema linfático

Linfoma folicular é mais comum em idosos; entenda os sinais do câncer

É um tipo de câncer que surge no sistema linfático e se desenvolve a partir de mutações nos linfócitos, um tipo de células de defesa do organismo

Publicado em 04 de Setembro de 2025 às 10:46

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 set 2025 às 10:46
mulher idosa
O único fator de risco relacionado a doença é a idade Crédito: Shutterstock/ fizkes
O linfoma folicular é um tipo de câncer que surge no sistema linfático e se desenvolve a partir de mutações nos linfócitos, um tipo de células de defesa do organismo. A doença é considerada a segunda forma mais comum de linfoma Não-Hodgkin (LNH) no Brasil, classificação de linfoma conhecida por não apresentar um tipo celular característico nas células afetadas.
Segundo o hematologista Guilherme Perini, do Einstein Hospital Israelita, as mutações nos linfócitos acontecem durante o processo de amadurecimento dos linfócitos. E o único fator de risco relacionado é a idade. “Diferente de muitos cânceres, o linfoma folicular não tem relação com outros fatores de risco clássicos como tabagismo, consumo de álcool, obesidade e outros”, afirma o especialista.
De acordo com o hematologista, os principais sintomas do linfoma folicular são o aumento dos gânglios, que pode acometer diferentes partes do corpo como pescoço, a região que fica debaixo do braço, a região inguinal (localizada na parte inferior do abdômen, próxima à virilha), e o aumento do tamanho do baço. “Em alguns casos, o paciente pode apresentar os sintomas B, que são febre, sudorese noturna profusa e perda de peso. Outros sintomas como cansaço, fraqueza e anemia também podem ocorrer”, acrescenta Perini.
Já o diagnóstico é feito por meio de biópsia. “É necessário retirar uma parte do gânglio ou o gânglio inteiro para realização do exame anátomo patológico, responsável pela análise do material e identificação do linfoma” explica o médico.
Quando o paciente é assintomático, costuma-se optar pelo método watch and wait, ou vigilância ativa, que consiste em não submeter o paciente a nenhuma terapia e observar a evolução do quadro. “Vários estudos constataram que tratar o paciente precocemente não garante melhor sobrevida. Então, é possível esperar o paciente se tornar sintomático para começar a tratar”, pondera o hematologista.
Segundo Perini, há alguns anos o linfoma folicular era considerado uma doença incurável, principalmente porque muitos pacientes apresentavam recidivas — ou seja, a doença voltava mesmo após o tratamento adequado. Felizmente, os avanços na medicina trouxeram uma variedade de terapias que não só prolongam o tempo até uma possível recidiva, como também, em alguns casos, conseguem evitá-la.
Entre as opções de tratamentos, existem os inibidores de EZH2 que atuam na proteína de mesmo nome, relacionada ao desenvolvimento e progressão de células cancerígenas comuns no linfoma folicular. "Os inibidores dessa proteína podem ser utilizados em pacientes que possuem a mutação e naqueles que não têm, mas possuem essa via ativada”. Esse tipo de abordagem é recomendada em casos de recidiva e quando outros tipos de tratamento já foram utilizados.
Segundo o médico, o cenário atual do tratamento do linfoma é bastante promissor, devido a novas tecnologias que têm contribuído, significativamente, para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e para respostas terapêuticas mais eficazes. “O linfoma folicular já era conhecido por apresentar um bom prognóstico e, hoje, contamos com um arsenal terapêutico ainda mais robusto - fator essencial para que a maioria dos pacientes possa manter qualidade de vida, com poucos impactos na saúde e na rotina diária”, destaca.

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