Ana Laura Nahas Casa e estrada se equilibram uma no equilíbrio da outra Difícil mesmo é escapar da mania demasiada humana de admirar a grama ao lado mais do que as próprias conquistas
Crônica Agosto não merece a fama: é o mês da esperança Desastres e tristezas, violência e mortes há em todas as épocas. Janeiro, para mim, é mês de tristes lembranças. Por isso, não se justifica a triste fama do mês de agosto
Crônica Uma Odete Roitman às avessas: pode tudo, mas nem tudo lhe convém Ser malvado significa colocar interesses e desejos individuais acima da moral universal. Um modo de operar que pode vir da vaidade, da sede de poder, da ditadura do umbigo, da ausência de reflexão, do exagero das paixões, de uma visão torta sobre o mundo e sobre si mesmo
Sextas Crônicas Não é verdade que os brutos também amam A brutalidade nas relações nem sempre está apenas nas palavras ditas ou na violência física. A negação à escuta, o abandono, o silêncio punitivo e a má-fé também podem ser sinais ocultos de guerra
Crônica Como desatar os nós cegos Eu me lembro de papai, esbaforido, tentando soltar o nó da linha que apertava meu dedo indicador, depois do arranco que um badejo deu ao se sentir fisgado
Crônica Gols e afetos: memórias de uma confraria em campo Como diz Santo Agostinho, para ser completo tem que estar em alteridade, isto é, com o outro. Assim é que aos sábados praticavámos a unidade, a parceria, as lembranças e a alegria da vitória ou o afago na derrota no singelo campo do Ouriço
Crônica Preta Gil e a beleza de ver um mundo conservador valorizar uma mulher atrevida Testemunhar o quanto suas pequenas transgressões tocaram o grande público renovou minha abalada fé na humanidade
Sextas Crônicas Preta, orgulhosamente Gil: a vida boa é aquela bem vivida Nascer filha de Gilberto Gil é uma dádiva, deixar um legado de luta contra a gordofobia, o racismo, a misoginia, a homofobia e o ódio, é trabalho
Crônica A resiliência feminina em um filme dos anos 80 Uma jovem passa por nuances que ainda hoje atravessam a vida de tantas mulheres na luta para tomada de consciência, liberdade e autoafirmação
Sextas Crônicas Vivo para me ver dançando o piseiro de João Gomes. E você? Que coisa improvável e deliciosa. Isso me resume muito. Um instante de devaneio e contentamento verdadeiro apaga todas as dores do mundo