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Perspectivas

2020 pode consolidar setor naval do Espírito Santo

Construção de plataforma e expectativa por retomada de contrato de sondas traz otimismo para atividades do Estaleiro Jurong Aracruz

Publicado em 20 de Janeiro de 2020 às 04:00

Públicado em 

20 jan 2020 às 04:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

bseixas@redegazeta.com.br

Vista aérea do Estaleiro Jurong Aracruz, no Norte do Estado Crédito: Jurong/Divulgação
Durante a crise, o setor naval brasileiro foi um dos mais impactados em termos de projetos e postos de trabalho. Essa indústria viveu a tempestade perfeita: recessão econômica, queda do preço internacional do barril de petróleo, crise da Petrobras e desdobramentos da operação Lava Jato.
Bilhões de reais em encomendas foram canceladas e cerca de 50 mil empregos foram fechados nos últimos cinco anos, conforme dados do Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore).
No Espírito Santo, o segmento que estava praticamente nascendo, com a chegada do Estaleiro Jurong Aracruz (EJA) - do grupo de Singapura SembCorp Marine - não teve o brilho que se esperava. Assim como no resto do país, viu parte dos seus projetos naufragar. Mas mesmo no cenário de incerteza continuou operando, diversificou suas atividades - não só com a construção da plataforma P-68, mas também com o trabalho de reparo de embarcações.
O capital estrangeiro da companhia asiática foi fundamental para dar fôlego ao negócio. Hoje, o EJA faz parte de um grupo pequeno no país que teve sobrevida em meio à instabilidade desta indústria e o fechamento de tantos outros empreendimentos com esse perfil.
Apenas três estaleiros estão em atividade: o Jurong, no Espírito Santo, o Brasfels, no Rio de Janeiro, e o EBR, no Rio Grande do Sul. E é o capixaba o que tem a maior obra em execução, com a construção de módulos e integração da P-71, plataforma prevista para operar na Bacia de Santos. Nos últimos dois anos, praticamente todas as demandas geradas pelo setor foram absorvidas por estaleiros chineses.
Agora, o dinamismo que era esperado há cerca de cinco anos começa a dar as caras e tudo indica que ele pode vir a ser reconquistado a partir de 2020. Além da plataforma P-71 - que para começar a ter seus módulos integrados aguarda a chegada do seu casco, vindo da China -, o EJA pode ver dois projetos desengavetados: o da sonda Arpoador e o da sonda Guarapari.
Esses dois empreendimentos fazem parte da lista de contratos feitos pela Sete Brasil, empresa criada em 2010 para viabilizar a construção e a operação de sondas demandadas pela Petrobras, que foram suspensos diante dos escândalos de corrupção envolvendo essas companhias. A demanda original era por 28 sondas, sete delas seriam construídas pelo EJA.
Depois de cinco anos aguardando um desfecho para a situação, apareceu a perspectiva. Um acordo costurado entre a Petrobras e a Sete Brasil vai permitir que o projeto de quatro sondas seja restabelecido, duas delas para o estaleiro de Aracruz. A previsão é que até o primeiro semestre deste ano uma das etapas seja cumprida.
Se tudo der certo em relação a esse acordo e o mercado de óleo e gás continuar a expandir, com os leilões e a chegada de players estrangeiros, o estaleiro pode finalmente se consolidar. Se isso se confirmar, os atuais 2,5 mil empregos podem ser multiplicados. A perspectiva inicial era pela criação de 6 mil vagas. Elas ainda estão distantes, mas só de existir um horizonte já há o que comemorar.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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